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Chavismo intensifica ataques a jornalistas antes das eleições na Venezuela

Venezuela detém três estrangeiros por suposta conspiração para sabotar eleições; ministro acusa oposição e jornalistas de ligações com narcotráfico.

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Na quarta-feira, a Venezuela prendeu um cidadão espanhol, um argentino e um búlgaro, acusando-os de tentar sabotar as eleições regionais e parlamentares. O ministro Diosdado Cabello afirmou que a oposição e jornalistas estariam envolvidos em uma conspiração financiada pelo narcotráfico. Os três detidos fazem parte de um grupo de 38 pessoas acusadas de planejar uma sabotagem violenta nas eleições, que ocorrerão no próximo domingo. Cabello também mencionou a líder opositora María Corina Machado como responsável pela conspiração e disse que os suspeitos teriam chegado ao país pela Colômbia. O espanhol já foi libertado, segundo fontes do governo espanhol. Cabello criticou jornalistas e uma campanha de arrecadação de fundos, sugerindo que poderia ser uma fachada para grupos criminosos. Apesar das acusações, ele garantiu que as eleições serão seguras, com mais de 412 mil militares mobilizados para proteger a votação. A situação política na Venezuela continua tensa, com o governo enfrentando críticas da oposição.

A Venezuela deteve, na quarta-feira (21), um cidadão espanhol, um argentino e um búlgaro, acusados de envolvimento em uma conspiração para sabotar as eleições regionais e parlamentares. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, fez as acusações durante seu programa de televisão, afirmando que a oposição e jornalistas estariam conspirando e recebendo financiamento do narcotráfico.

Os três detidos se juntam a um total de 38 pessoas acusadas, sendo 17 estrangeiros, de um plano para “sabotar, de forma violenta, as eleições” marcadas para o próximo domingo (25), utilizando explosivos. Cabello também apontou a líder opositora María Corina Machado como suposta responsável pela conspiração. Segundo ele, os mercenários teriam chegado ao país pela Colômbia, o que levou à suspensão de voos do país na segunda-feira (19).

O ministro não revelou detalhes sobre a operação ou as identidades dos detidos, mas mencionou que o espanhol estaria “ligado a máfias do narcotráfico”. Fontes do Ministério das Relações Exteriores da Espanha confirmaram que o cidadão espanhol já foi libertado. Cabello alertou que qualquer um que conspirar no país será detido.

Acusações à Imprensa

Durante seu programa, Cabello criticou jornalistas e uma iniciativa para arrecadar fundos para meios digitais ameaçados de fechamento, sugerindo que isso poderia ser uma fachada para justificar doações de grupos criminosos. Ele afirmou que “esse pessoal está pedindo esmola” e que a oposição estaria envolvida em atividades ilícitas.

Apesar das acusações, o ministro garantiu que as eleições de domingo serão um sucesso, destacando que a Força Armada Nacional Bolivariana mobilizou mais de 412 mil militares para proteger a votação. A situação política na Venezuela continua tensa, com o governo chavista enfrentando críticas e desafios constantes da oposição.

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