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Cinemas criticam proposta que reduz janela de exibição para filmes no Brasil

Cinemas criticam proposta que reduz janela de exibição de 180 para 9 semanas, alertando para riscos de pirataria e queda na arrecadação.

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Representantes de cinemas brasileiros criticaram uma proposta da deputada Jandira Feghali que sugere reduzir o tempo que os filmes devem ficar em cartaz nas salas de 180 para 9 semanas. Eles afirmam que essa mudança pode prejudicar a arrecadação e aumentar a pirataria, já que muitos filmes são lançados rapidamente nas plataformas de streaming após pouco tempo nos cinemas. A Associação dos Exibidores Brasileiros de Cinema de Pequeno e Médio Porte (Aexib) destacou que a diminuição da janela de exibição pode desestimular o público a ir ao cinema, pois muitos preferem esperar o lançamento digital. A carta da Aexib menciona que a eliminação das janelas tradicionais de exibição já trouxe consequências negativas para a indústria, como a diminuição das vendas de ingressos e o aumento da pirataria. Eles citam o exemplo do filme “Ainda Estou Aqui”, que teve um bom desempenho nas bilheteiras ao ficar 21 semanas em cartaz, e pedem que a lei mantenha a janela de 180 dias para proteger os cinemas e a produção cinematográfica.

Representantes de cinemas brasileiros criticaram o relatório da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que sugere a redução da janela de exibição de 180 para nove semanas. A proposta, parte do Projeto de Lei do streaming, é vista como prejudicial à arrecadação e à luta contra a pirataria.

Atualmente, não há um tempo mínimo obrigatório para a exibição de filmes nas salas de cinema. A emenda do deputado Mersinho Lucena (PP-PB) propunha a manutenção de 180 dias de exibição. No entanto, Jandira Feghali considerou esse prazo excessivo e optou por um período de apenas nove semanas.

Jack Silva, representante da Associação dos Exibidores Brasileiros de Cinema de Pequeno e Médio Porte (Aexib), afirmou que muitos filmes são lançados nas salas apenas para evitar a classificação de “direct-to-video”. Após uma breve exibição, eles rapidamente vão para as plataformas de streaming, o que desestimula o público a ir ao cinema.

A Aexib destacou que a pandemia trouxe mudanças significativas na distribuição de filmes, com muitos lançamentos simultâneos em cinemas e plataformas digitais. Essa prática, segundo a associação, desviou vendas de ingressos e favoreceu a pirataria, resultando em perdas financeiras para a indústria.

Um exemplo citado foi o filme “Ainda Estou Aqui”, que ficou em cartaz por 21 semanas. A Sony, distribuidora do filme, pressionou para que ele deixasse as salas para estrear na plataforma Globoplay. A Aexib argumenta que, se a janela de exibição fosse reduzida para nove semanas, a bilheteira teria sido drasticamente afetada, resultando em uma perda significativa de público e receita.

A carta da Aexib pede a revisão da proposta de Jandira Feghali, reivindicando uma janela mínima de 180 dias para proteger a produção cinematográfica e os cinemas. A associação também enfatiza a importância do Prêmio Adicional de Renda, essencial para a sobrevivência das salas de cinema no Brasil.

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