Os barraqueiros das praias do Rio de Janeiro foram reconhecidos como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial em 2021, após um projeto de lei sancionado pelo prefeito Eduardo Paes. Esse reconhecimento é um passo importante na regulamentação do trabalho desses vendedores, que já enfrentaram dificuldades desde 1986, quando o prefeito Saturnino Braga tentou organizar o comércio nas praias, mas enfrentou críticas por falta de diálogo. Ao longo dos anos, o comércio nas areias passou por mudanças, como a padronização das barracas nos anos 1990 e a proibição de bebidas em garrafas de vidro e de cozinhar com fogo em 2009, visando melhorar a segurança e a higiene. O novo status dos barraqueiros legitima sua presença e mostra uma evolução nas políticas públicas que valorizam a cultura local e garantem direitos aos trabalhadores, que são parte importante da identidade carioca.
O reconhecimento dos barraqueiros das praias do Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial em 2021, após a sanção de um projeto de lei pelo prefeito Eduardo Paes, marca um importante passo na regulamentação dessa atividade. Essa mudança ocorre em um contexto histórico que remonta a 1986, quando o então prefeito Saturnino Braga regulamentou o trabalho dos barraqueiros, gerando polêmica.
Na época, o decreto de Braga visava organizar o comércio nas praias, que enfrentava um cenário de desordem. Vendedores atuavam quase na ilegalidade, sem reconhecimento formal, e a falta de regras resultava em riscos para os frequentadores. A medida, no entanto, foi criticada por associações de moradores, que alegaram falta de diálogo e um caráter autoritário na implementação.
Com o passar dos anos, o comércio nas areias cariocas passou por transformações. Nos anos 1990, as barracas foram padronizadas, e em 2009, a venda de bebidas em garrafas de vidro foi proibida, assim como a preparação de alimentos com fogo. Essas ações visavam melhorar a segurança e a higiene nas praias.
O reconhecimento dos barraqueiros como patrimônio cultural não apenas legitima sua presença, mas também reflete uma evolução nas políticas públicas voltadas para o comércio informal. A nova legislação busca valorizar a cultura local e garantir direitos aos trabalhadores que, ao longo dos anos, se tornaram parte essencial da identidade carioca.
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