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Eduardo Cunha intensifica articulações políticas em Minas Gerais para 2026

Eduardo Cunha tenta retomar a carreira política em Minas Gerais, mas enfrenta resistência local e desgaste de imagem após Lava-Jato.

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Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, está tentando se reerguer politicamente em Minas Gerais, onde planeja se candidatar à Câmara Federal em 2026. No entanto, ele enfrenta dificuldades devido à sua imagem negativa, resultado de sua cassação em 2016 por conta da Operação Lava-Jato, mesmo que sua condenação tenha sido anulada pelo STF. Lideranças locais e do seu partido, o Republicanos, estão hesitantes em apoiá-lo, com alguns, como o senador Cleitinho Azevedo, afirmando que não querem se associar a ele. Cunha também tentou se filiar ao PL, mas essa ideia não avançou. Para fortalecer sua presença no estado, ele tem se envolvido em atividades locais, como patrocinar um time de futebol e participar de eventos comunitários, buscando conquistar votos, especialmente entre evangélicos. Apesar de seus esforços, muitos partidos em Minas, como PSD e União Brasil, não estão dispostos a dialogar sobre sua filiação. Recentemente, ele foi visto em Belo Horizonte, mas não fez comentários sobre sua candidatura ou partido.

Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, intensifica sua atuação política em Minas Gerais, onde planeja uma candidatura à Câmara Federal em 2026. Instalado em um escritório na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte, ele enfrenta resistência de lideranças locais e do próprio partido, o Republicanos.

A principal barreira para Cunha é seu histórico na Operação Lava-Jato, que resultou em sua cassação em 2016. Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha anulado sua condenação, o estigma persiste. Líderes mineiros temem associar suas campanhas ao ex-deputado, receando reações negativas do eleitorado. No Republicanos, a cúpula mineira, liderada pelo deputado estadual Euclydes Pettersen, resiste à ideia de incluí-lo na nominata.

O senador Cleitinho Azevedo, pré-candidato ao governo de Minas, manifestou que se Cunha for confirmado como candidato, ele pode se desfiliar do partido. “Ele representa tudo aquilo que eu combato”, afirmou Cleitinho. Diante desse cenário, Cunha busca alternativas, incluindo uma possível filiação ao PL, mas essa articulação não avançou devido à recusa de lideranças locais.

Cunha, natural do Rio de Janeiro, considera transferir sua base eleitoral para Minas para evitar um confronto direto com sua filha, a deputada Dani Cunha, que também busca a reeleição. Para aumentar sua presença no estado, ele associou-se a cinco emissoras de rádio, patrocina o Uberaba Sport Clube e participa de eventos locais, como leilões de gado e cultos evangélicos.

A aproximação com a Igreja Mundial do Poder de Deus pode render uma base de cerca de 15 mil votos, o que seria suficiente para conquistar uma vaga via quociente eleitoral. No entanto, a recepção continua tímida. Lideranças de PSD, União Brasil e PP negaram qualquer conversa ou plano de filiação com Cunha. “Cunha não tem identidade política em Minas,” justificou um articulador do PSD. Recentemente, ele foi visto circulando pela Savassi, mas evita comentar sobre sua candidatura.

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