Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ex-comandante do Exército depõe no STF sobre suposta trama golpista contra Lula

Ex-comandante do Exército, Júlio Cesar de Arruda, depõe no STF em defesa de Mauro Cid, enquanto investigações sobre os atos de 8 de janeiro avançam.

0:00
Carregando...
0:00

O ex-comandante do Exército, Júlio Cesar de Arruda, depôs no Supremo Tribunal Federal como testemunha de defesa do tenente-coronel Mauro Cid. A audiência investiga uma tentativa de golpe após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Arruda, que ficou apenas 21 dias no cargo no governo Lula, foi demitido em parte por não querer revogar a indicação de Cid. Durante seu depoimento, ele negou ter impedido a entrada da Polícia Militar no acampamento de bolsonaristas em 8 de janeiro e disse que sua função era acalmar a situação, mantendo contato com ministros do governo. Ele também negou ter proibido a prisão de manifestantes. O procurador-geral da República questionou Arruda sobre a expulsão de oficiais de seu gabinete, mas ele afirmou que isso não aconteceu. O ministro Alexandre de Moraes lembrou de uma declaração de um ex-chefe da Polícia Militar do DF, mas Arruda não se lembrou da frase. Outras sete testemunhas militares também foram convocadas para depor, todas ligadas ao acordo de delação premiada de Cid. As testemunhas de defesa foram ouvidas após as da acusação, que já confirmaram que Bolsonaro discutiu ações para reverter o resultado das eleições com os comandantes das Forças Armadas. A situação continua tensa com novos desdobramentos sobre os eventos de janeiro.

O ex-comandante do Exército, Júlio Cesar de Arruda, depôs nesta quinta-feira, 22, no Supremo Tribunal Federal (STF) como testemunha de defesa do tenente-coronel Mauro Cid. A audiência investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Arruda, que ficou apenas 21 dias no cargo sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foi demitido em parte por sua resistência em revogar a indicação de Cid para um cargo no Exército.

Durante o depoimento, Arruda negou ter impedido a entrada da Polícia Militar do Distrito Federal no acampamento de bolsonaristas em frente ao Quartel General do Exército no dia 8 de janeiro. Ele afirmou que sua função era acalmar a situação e que estava em contato com ministros do governo Lula, como Rui Costa e Flávio Dino. O ex-comandante também foi questionado sobre uma suposta proibição da prisão de manifestantes, o que ele negou.

Detalhes do Depoimento

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, indagou Arruda sobre a expulsão de oficiais de seu gabinete, ao que o general respondeu que não houve tal situação. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, lembrou declarações do ex-chefe da Polícia Militar do DF, Fábio Augusto Vieira, que indicou que Arruda teria dito que “minha tropa é um pouco maior que a sua”. Arruda, no entanto, não se recordou dessa frase.

As audiências no STF seguem com a participação de outras sete testemunhas militares, todas convocadas em função do acordo de delação premiada de Cid. As testemunhas de defesa foram ouvidas após as da acusação, que já confirmaram que Bolsonaro discutiu medidas que poderiam reverter o resultado das eleições com os comandantes das Forças Armadas. A situação permanece tensa, com desdobramentos contínuos sobre os eventos de janeiro.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais