Após o governo Lula aumentar o IOF sobre operações de câmbio e crédito, houve uma reação negativa no mercado financeiro. Para lidar com as críticas, o governo convocou uma reunião de emergência no Palácio do Planalto, onde ministros e técnicos discutiram mudanças no decreto, especialmente sobre a alíquota de 3,5% para transferências ao exterior. Esse aumento do IOF acabou ofuscando o anúncio do congelamento de R$ 31,3 bilhões nas despesas do Orçamento. A medida gerou controvérsia, principalmente porque elevou o imposto sobre transferências para investimentos no exterior, que antes eram isentos. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda indicou que ajustes estão sendo preparados e que novas informações devem ser publicadas em uma edição extra do Diário Oficial. Além disso, há preocupação de que a oposição use essa situação para criticar o governo. O vazamento de informações sobre o decreto antes do fechamento do mercado também gerou descontentamento entre os auxiliares do presidente.
Horas após a publicação de um decreto que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em operações de câmbio e crédito, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto na noite de quinta-feira, 22, com a presença dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), além de técnicos da área jurídica.
O objetivo da reunião foi revisar o decreto, especialmente a alíquota de 3,5% sobre transferências ao exterior, que gerou forte repercussão negativa no mercado financeiro. O aumento do IOF ofuscou o anúncio do congelamento de R$ 31,3 bilhões nas despesas do Orçamento deste ano. Técnicos do governo indicaram que o texto do decreto passará por “ajustes” e que novas mudanças estão sendo redigidas pela Fazenda para publicação em uma edição extra do Diário Oficial da União.
Um dos pontos mais controversos do decreto é a elevação do IOF sobre transferências para investimentos de fundos no exterior, que antes eram isentos. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, já sinalizou a possibilidade de correções na medida. Além disso, há preocupação entre os integrantes do governo sobre a oposição utilizar o aumento do IOF em compras internacionais para desgastar a imagem do governo Lula.
A medida foi anunciada em um momento em que auxiliares do presidente expressaram descontentamento com o vazamento das informações antes do fechamento do mercado. O ministro dos Transportes, Renan Filho, foi um dos que antecipou detalhes do decreto.
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