O major Alexandro Marcolino Gomes, que comanda a 3ª Companhia Independente de Polícia Militar em Loanda, foi preso na manhã de quinta-feira (22) em Maringá. Ele é investigado por cobrar propina, intimidar subordinados e coagir empresários. A operação, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná, apura crimes como concussão e corrupção. Além do major, outros policiais foram afastados e um foi preso em flagrante por posse irregular de munição. A investigação começou em 2024 após denúncias e revelou que o major cobrava valores para alterar procedimentos e transferências de policiais. Ele será levado para um presídio militar em Curitiba e pode ser excluído da Polícia Militar.
Major Alexandro Marcolino Gomes, comandante da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) de Loanda, foi preso preventivamente na manhã de quinta-feira (22) em Maringá. Ele é investigado por cobrança de propina, abuso de poder e coação de empresários, segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR). A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e contou com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná.
As investigações revelaram um esquema de corrupção ativa e passiva, além de concussão, que envolve a exigência de vantagens indevidas por parte de funcionários públicos. O major, conhecido como “01” em conversas interceptadas, cobrava valores variados para alterar procedimentos disciplinares e transferências de policiais. Em um caso, ele recebeu R$ 10 mil para facilitar a transferência de um subordinado.
Desdobramentos da Operação
A operação resultou no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão e sete mandados de busca pessoal contra outros policiais militares. Um policial foi preso em flagrante em Loanda por posse irregular de munição, mas foi liberado após pagamento de fiança. Outros dois policiais foram afastados por terem sido transferidos após pagamentos ao major.
O comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, José Renato Mildemberg, afirmou que o major tinha a competência para solucionar inquéritos militares e “vendia” decisões. O Gaeco também investiga se o grupo coagia empresários a contratar policiais como seguranças particulares.
Ações Futuras
O major será encaminhado ao presídio militar em Curitiba. O advogado de defesa, Luciano Mazeto, afirmou que se manifestará após ter acesso aos autos do processo. O secretário de segurança pública, Coronel Hudson Leôncio Teixeira, informou que um procedimento de exclusão do major do quadro de oficiais da Polícia Militar será instaurado. As investigações começaram em 2024, a partir de denúncias sobre crimes militares.
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