O ministro Márcio Macêdo se encontrou com Givaldo Ricardo de Freitas, ex-superintendente de Comunicação do governo de Sergipe, no Palácio do Planalto. Givaldo foi indiciado pela Polícia Federal por ter encomendado um áudio falso de Lula durante as eleições de 2022, com o objetivo de prejudicar o senador Rogério Carvalho. O encontro, que não estava na agenda oficial, gerou polêmica devido ao passado criminal de Givaldo, que confessou sua participação na fraude e pagou uma multa de R$ 9,8 mil para encerrar o processo. Ele estava acompanhado de Priscila Felizolla, superintendente do Sebrae de Sergipe, e o encontro foi sobre ações para catadores de materiais recicláveis. O ministério informou que o registro do encontro na agenda oficial deve ser feito em até sete dias.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo, recebeu Givaldo Ricardo de Freitas, ex-superintendente de Comunicação do governo de Sergipe, no Palácio do Planalto. O encontro, realizado na última segunda-feira, não constou na agenda oficial e gerou polêmica devido ao indiciamento de Givaldo pela Polícia Federal (PF) por encomendar um áudio falso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante as eleições de 2022.
Givaldo foi acusado de ter encomendado uma gravação manipulada em que Lula criticava o senador Rogério Carvalho, que concorria ao governo de Sergipe. O áudio falso, que circulou amplamente, visava prejudicar a candidatura de Carvalho, que acabou derrotado por Fábio Mitidieri. Após ser indiciado, Givaldo e outros dois envolvidos confessaram o crime e firmaram acordos de não persecução penal, com Givaldo pagando uma multa de R$ 9,8 mil.
Encontro Polêmico
No encontro, Givaldo acompanhava Priscila Felizolla, superintendente do Sebrae Sergipe, para discutir ações voltadas a catadores de materiais recicláveis. O ministério esclareceu que a presença de Givaldo na reunião não foi uma decisão de Macêdo, que não tem ingerência sobre a agenda da superintendente. A reunião foi relacionada ao programa Pró-Catador, relançado em 2023.
A PF apontou que Givaldo e os outros indiciados formavam uma organização criminosa com o objetivo de produzir e divulgar informações falsas para influenciar o eleitorado. A gravação manipulada foi feita com técnicas de pós-produção para parecer mais realista, utilizando diversos arquivos de áudio. O trio foi indiciado por crimes eleitorais e associação criminosa, mas a investigação não conseguiu comprovar se a campanha de Mitidieri solicitou o áudio.
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