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Paulo Gonet muda abordagem em depoimento após críticas no Supremo

Procurador-geral Paulo Gonet adota postura mais firme em inquirições sobre trama golpista, buscando esclarecer contradições e fortalecer investigação.

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, mudou sua forma de agir nas inquirições sobre uma suposta trama golpista. Ele se mostrou mais firme nas audiências, especialmente com o general Júlio Cesar de Arruda, interrompendo respostas que não eram diretas e buscando esclarecimentos sobre encontros e declarações polêmicas. Gonet questionou Arruda sobre um encontro com o general da reserva Mario Fernandes, que é acusado de envolvimento na trama. Arruda confirmou a reunião, mas negou que Fernandes tenha feito pedidos golpistas. Gonet também destacou contradições nas respostas de Arruda sobre os motivos da visita de Fernandes. Essa mudança de postura de Gonet ocorreu após críticas de ministros do STF, que acharam que ele não confrontou bem a versão mais branda apresentada por Freire Gomes, ex-chefe do Exército. Gomes disse que não se surpreendeu com um decreto golpista apresentado por Jair Bolsonaro, mas a defesa de Bolsonaro alegou que a pergunta de Gonet direcionou a resposta do general. A nova abordagem de Gonet busca fortalecer a investigação e esclarecer pontos controversos sobre as articulações golpistas.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, adotou uma postura mais assertiva nas inquirições sobre a suposta trama golpista nesta quinta-feira (22). A mudança de abordagem ocorreu após críticas de ministros do STF sobre sua condução em depoimentos anteriores, especialmente o do ex-chefe do Exército, Freire Gomes.

Durante a audiência com o general Júlio Cesar de Arruda, Gonet interrompeu respostas que se desviavam do tema central, buscando esclarecimentos sobre encontros e declarações polêmicas. O procurador questionou Arruda sobre um encontro com o general da reserva Mario Fernandes, acusado de envolvimento na trama. Arruda confirmou a reunião, mas negou que Fernandes tenha feito apelos golpistas.

Gonet também explorou contradições nas respostas de Arruda sobre os motivos da visita de Fernandes. Em uma versão, Arruda afirmou que o general queria saber sobre sua nomeação como comandante do Exército, mas em outra, disse que a nomeação já era de conhecimento público. O procurador insistiu na busca por clareza, demonstrando um estilo mais incisivo.

Na segunda-feira (19), durante os primeiros depoimentos, ministros do STF avaliaram que Gonet não conseguiu confrontar adequadamente a versão mais branda apresentada por Freire Gomes. O ex-chefe do Exército afirmou que não se surpreendeu com a apresentação de um decreto golpista por Jair Bolsonaro aos comandantes militares, descrevendo o documento como um estudo. Gonet questionou se isso indicava uma preparação para intervenções futuras, mas a defesa de Bolsonaro alegou que a pergunta direcionava a resposta do general.

A mudança na abordagem de Gonet reflete uma tentativa de fortalecer a investigação e esclarecer os pontos controversos que cercam as articulações golpistas.

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