Uma operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e do Ministério Público prendeu oito pessoas no Mercado Popular da Uruguaiana, no Centro do Rio. A ação busca desmantelar uma organização criminosa que atua na área desde 2019, controlando o comércio local. Os policiais cumpriram mandados de prisão e busca em vários locais, incluindo a Barra da Tijuca e municípios da Baixada Fluminense. As investigações mostraram que o grupo extorquia comerciantes, cobrando taxas para o funcionamento dos boxes, apresentadas como “contribuições associativas”, e usava violência para intimidar os trabalhadores. Além disso, eles realizavam lavagem de dinheiro e cobravam indevidamente pelo uso de espaço público, que deveria ser gratuito. Os comerciantes eram forçados a pagar tarifas de energia elétrica, sob ameaça de corte no fornecimento e expulsão do camelódromo. O grupo também vendia boxes de forma irregular, com preços entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, movimentando cerca de R$ 7 milhões em atividades ilegais ao longo de seis anos. A operação é um passo importante no combate à exploração do comércio popular na região, que já tinha várias denúncias de irregularidades. Novas investigações devem ser iniciadas com as informações coletadas.
Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e membros do Ministério Público realizaram uma operação nesta quinta-feira, resultando na prisão de oito pessoas no Mercado Popular da Uruguaiana, no Centro do Rio. A ação visa desmantelar uma organização criminosa que atua na área desde 2019, exercendo controle sobre o comércio local.
Os mandados de prisão e busca foram cumpridos no camelódromo e em endereços na Barra da Tijuca, Recreio e municípios da Baixada Fluminense. As investigações revelaram que o grupo extorquia comerciantes, cobrando taxas obrigatórias para o funcionamento dos boxes, que eram apresentadas como “contribuições associativas”. A cobrança era feita de forma violenta, com ameaças e uso de armas para intimidar os trabalhadores.
Entre as práticas ilegais, destacam-se a lavagem de dinheiro e a cobrança indevida pelo uso de espaço público, que deveria ser gratuito. Os comerciantes eram forçados a pagar tarifas de consumo de energia elétrica, sob risco de corte no fornecimento. Aqueles que não pagavam enfrentavam a possibilidade de expulsão do camelódromo, perdendo seus negócios e mercadorias.
Irregularidades e movimentação financeira
As investigações também apontaram que o grupo realizava a venda irregular de boxes, com preços que variavam entre R$ 60 mil e R$ 80 mil. O espaço do camelódromo é público e sua ocupação deve ser autorizada pela Prefeitura do Rio. Ao longo de seis anos, o grupo movimentou cerca de R$ 7 milhões com essas atividades ilícitas.
A operação representa um avanço significativo no combate à exploração do comércio popular na região, que já enfrentava diversas denúncias de irregularidades. A expectativa é que novas investigações sejam iniciadas a partir das informações coletadas durante a ação.
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