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Polícia desarticula organização criminosa que extorquia comerciantes no camelódromo

Operação policial desmantela esquema de extorsão e lavagem de dinheiro no camelódromo da Uruguaiana, com R$ 7 milhões movimentados.

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O presidente da Associação Comercial do Camelódromo da Uruguaiana e seu antecessor foram presos em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público, que investiga um esquema de extorsão e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 11 mandados de prisão e 9 de busca e apreensão. O grupo criminoso, que se infiltrou na associação há seis anos, cobrava taxas obrigatórias dos comerciantes, ameaçando expulsá-los se não pagassem. Além disso, a associação gerenciava ilegalmente espaços públicos, vendendo e alugando boxes sem autorização, com preços que chegavam a R$ 80 mil. As investigações apontam que o esquema movimentou R$ 7 milhões.

O presidente da Associação Comercial do Camelódromo da Uruguaiana e seu antecessor foram presos nesta quinta-feira, 22, em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público. A ação desmantelou uma organização criminosa que atuava no comércio popular do centro do Rio de Janeiro. No total, foram cumpridos 11 mandados de prisão e nove de busca e apreensão.

As investigações revelaram que o grupo, infiltrado na associação há seis anos, extorquia comerciantes locais. Os membros cobravam taxas chamadas de “social” e “segurança”, além de valores arbitrários pelo consumo de energia elétrica. Aqueles que não pagavam enfrentavam ameaças e poderiam ser expulsos do camelódromo.

Esquema de Extorsão

A Promotoria identificou que a associação gerenciava ilegalmente espaços públicos, negociando a venda e locação de boxes sem autorização. Os preços chegavam a R$ 80 mil. O grupo movimentou aproximadamente R$ 7 milhões com essas práticas. Entre os denunciados estão um policial civil aposentado e um policial penal, que foi afastado de suas funções.

Os investigadores também relataram que a extorsão era realizada de forma violenta, com ameaças e uso de armas para intimidar os comerciantes. Além disso, a lavagem de dinheiro era feita por meio de contas de laranjas e reinvestimentos em boxes no próprio camelódromo.

Ação Policial

A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais. As prisões ocorreram no camelódromo e em endereços na Barra da Tijuca, Recreio e municípios da Baixada Fluminense. Até o momento, 14 pessoas foram denunciadas, e as investigações continuam para desmantelar completamente a organização criminosa.

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