O Conselho de Administração da Petrobras vai se reunir na próxima sexta-feira para decidir sobre a nomeação de William Nozaki como novo diretor da Transição Energética. Essa posição, que atualmente é ocupada por Mauricio Tolmasquim, ficará vaga no final de maio e está sendo disputada pelo Centrão. A mudança deve fortalecer a CEO Magda Chambriard e reduzir a influência do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Nozaki, que já faz parte do conselho e é gerente executivo na área, tem formação em Ciências Sociais pela USP e mestrado em Economia pela Unicamp. Ele tem vínculos com o PT e já trabalhou no BNDES. A nomeação é vista como uma vitória para Chambriard, que quer manter o controle da diretoria. Essa movimentação acontece em um momento de reestruturação na Petrobras, onde a influência do Centrão é contestada. A saída de Tolmasquim para a Eletrobras e a promoção de Nozaki mostram as tensões internas na empresa, já que a CEO havia pensado em trocar Tolmasquim, mas decidiu mantê-lo para evitar pressões externas. A escolha de Nozaki, que é contra a abertura do mercado de gás, também indica a continuidade da influência petista na gestão da estatal.
O Conselho de Administração da Petrobras se reunirá na próxima sexta-feira (23) para discutir a nomeação de William Nozaki como novo diretor da Transição Energética. A posição, atualmente ocupada por Mauricio Tolmasquim, ficará vaga no final de maio e é alvo de interesse do Centrão. A mudança reforça a posição da CEO Magda Chambriard e diminui a influência do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Nozaki, que já faz parte do conselho e atua como gerente executivo de Gestão Integrada da Transição Energética, será promovido. Ele é graduado em Ciências Sociais pela USP e possui mestrado em Economia pela Unicamp. O futuro diretor tem laços com o PT e já foi assessor de Aloizio Mercadante no BNDES. Sua nomeação representa uma vitória para Chambriard, que tem buscado manter a diretoria sob controle do partido.
A movimentação ocorre em um contexto de reestruturação na Petrobras, onde a influência do Centrão tem sido contestada. Magda Chambriard tem se mostrado resistente a abrir espaço para o Centrão na cúpula da estatal, apesar das tentativas de Silveira de aumentar sua influência. O ministro, que já enfrentou críticas e pressões políticas, busca fortalecer sua posição na empresa.
A saída de Tolmasquim para a Eletrobras e a promoção de Nozaki refletem as tensões internas na Petrobras. A CEO já havia considerado substituir Tolmasquim, mas decidiu mantê-lo para proteger a diretoria da pressão externa. A nomeação de Nozaki, que se opõe à abertura do mercado de gás, também destaca a continuidade da influência petista na gestão da estatal.
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