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Reino Unido implementa castração química para criminosos sexuais

Governo britânico propõe castração química para criminosos sexuais em 20 prisões, visando reduzir reincidência e aliviar superlotação.

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O governo do Reino Unido anunciou que vai usar castração química em criminosos sexuais em 20 prisões para tentar reduzir a reincidência e aliviar a superlotação. A Secretária de Justiça, Shabana Mahmood, falou sobre isso no Parlamento após uma revisão das sentenças. A castração química, que diminui o desejo sexual, pode ser obrigatória, embora nem todos os criminosos sexuais se beneficiem. Estudos mostram que essa medida pode reduzir a reincidência em até 60%. A revisão também sugeriu mudanças no sistema prisional, que está quase cheio, e destacou que a situação é crítica, podendo afetar julgamentos e aumentar a criminalidade. Entre as propostas estão a liberação antecipada de prisioneiros e a deportação de estrangeiros condenados a penas curtas. O governo também planeja investir 700 milhões de libras por ano em serviços de liberdade condicional. A população carcerária na Inglaterra e no País de Gales aumentou muito nas últimas três décadas, chegando a quase 90 mil detentos, mesmo com a queda nas taxas de criminalidade. O porta-voz de Justiça do Partido Conservador, Robert Jenrick, criticou as propostas, dizendo que eliminar penas curtas poderia afetar delitos como furto e agressão.

O governo britânico anunciou a implementação de castração química para criminosos sexuais em 20 prisões, como parte de um plano para reduzir a reincidência e aliviar a superlotação do sistema prisional. A medida foi revelada pela Secretária de Justiça, Shabana Mahmood, em uma declaração ao Parlamento, após uma revisão independente sobre sentenças.

A castração química, que visa suprimir o desejo sexual, será aplicada em duas regiões do país. Mahmood considera torná-la obrigatória, embora reconheça que nem todos os criminosos sexuais se beneficiariam desse tratamento. Estudos indicam que essa abordagem pode resultar em uma redução de 60% na reincidência. A prática já é utilizada em países como Alemanha e Dinamarca, mas de forma voluntária.

A revisão, liderada pelo ex-secretário de Justiça David Gauke, também propôs reformas para o sistema prisional, que atualmente opera em quase sua capacidade máxima. Mahmood destacou que a situação atual é crítica, afirmando que a falência do sistema prisional pode levar à suspensão de julgamentos e ao aumento da criminalidade.

Entre as recomendações estão a liberação antecipada de prisioneiros e maior flexibilidade para juízes na imposição de penas. Além disso, a revisão sugere a deportação imediata de estrangeiros condenados a penas de até três anos. O governo também anunciou um investimento de 700 milhões de libras por ano para a melhoria do serviço de liberdade condicional.

A população carcerária na Inglaterra e no País de Gales dobrou nas últimas três décadas, alcançando quase 90 mil detentos, mesmo com a queda nas taxas de criminalidade. A pressão por penas mais longas e a necessidade de endurecer as políticas de segurança têm contribuído para essa situação. O porta-voz de Justiça do Partido Conservador, Robert Jenrick, criticou as propostas, afirmando que a eliminação de penas curtas poderia descriminalizar delitos como furto e agressão.

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