Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Flexibilização de regras ambientais gera reflexão sobre licenciamento de obras importantes

Senado aprova flexibilização do licenciamento ambiental, permitindo uma única licença e endurecendo penas para infrações. A discussão entre desenvolvimento e proteção ambiental se intensifica.

0:00
Carregando...
0:00

O Senado aprovou um projeto que facilita o licenciamento ambiental no Brasil, permitindo a emissão de uma única licença em vez de três. A nova lei também cria uma licença por adesão e aumenta as penas para infrações ambientais. O ministro dos Transportes, Renan Filho, comentou que a dificuldade em obter autorizações para grandes obras justifica essa mudança. A proposta foi aprovada com 54 votos a 13 e agora precisa passar pela Câmara dos Deputados. As alterações são apoiadas por representantes do agronegócio, mas enfrentam críticas de ambientalistas e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A nova legislação permite que empreendedores emitam uma licença sem análise detalhada, exceto para atividades de alto impacto, e prevê a renovação automática das licenças para atividades de baixo ou médio potencial poluidor. As penas para quem realiza obras sem licença foram aumentadas, podendo chegar a dois anos de prisão em casos mais graves. Essas mudanças visam agilizar o processo de licenciamento e dar mais autonomia aos órgãos reguladores, mas a discussão sobre desenvolvimento econômico e proteção ambiental continua dividida.

O Senado aprovou, na noite de quarta-feira (21), um projeto que flexibiliza o licenciamento ambiental no Brasil, permitindo a emissão de uma única licença em vez de três etapas. A nova legislação também introduz uma licença por adesão, além de aumentar as penas para infrações ambientais.

Durante um leilão de infraestrutura em São Paulo, o ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou que a dificuldade em obter autorizações para grandes obras nos últimos anos justifica a discussão sobre a flexibilização das regras de licenciamento. Ele afirmou que essa situação levou o Congresso a refletir sobre a necessidade de mudanças. Renan ressaltou que o atual governo não é negacionista e que o parlamento tem legitimidade para discutir o tema.

A proposta foi aprovada com 54 votos a 13 e agora retorna à Câmara dos Deputados devido a modificações. As mudanças são apoiadas por representantes do agronegócio e outros ministérios, mas enfrentam críticas de ambientalistas e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Uma das principais alterações permite que empreendedores emitam uma licença por adesão, dispensando a análise detalhada por órgãos ambientais, exceto para atividades de alto impacto.

Além disso, a nova legislação prevê a renovação automática das licenças para atividades de baixo ou médio potencial poluidor. As penas para quem realizar obras sem licença foram endurecidas, passando de um a seis meses de prisão para seis meses a dois anos, podendo dobrar em casos que exigem Estudo Prévio de Impacto Ambiental.

Essas mudanças visam simplificar o processo de licenciamento, que atualmente pode ser demorado, e dar maior autonomia aos órgãos reguladores. Contudo, a discussão sobre o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental continua polarizada no país.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais