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Ruth López é detida em El Salvador em meio a repressão a defensores de direitos humanos

A detenção da advogada Ruth López intensifica a repressão em El Salvador, com mais de 85 mil prisões sem devido processo sob o governo Bukele.

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A advogada e ativista Ruth López foi detida em El Salvador, o que representa um aumento na repressão contra críticos do governo de Nayib Bukele. Nos últimos três anos, mais de 85.000 pessoas foram presas sem o devido processo legal, segundo a ONG Cristosal. López, que lidera a Unidade de Anticorrupção da Cristosal e foi reconhecida como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo, não teve acesso a um advogado por mais de 48 horas após sua prisão. Sua detenção é vista como parte de uma estratégia para silenciar vozes dissidentes. Além disso, o governo aprovou a Lei de Agentes Estrangeiros, que limita a atuação de ONGs e meios de comunicação, permitindo que o governo decida quais organizações podem operar no país. Essa lei é comparada à que já existe na Nicarágua, que resultou no fechamento de milhares de ONGs. A situação em El Salvador é preocupante, com um aumento nas detenções políticas e uma clara deterioração da democracia.

A detenção da advogada Ruth López, crítica do governo de Nayib Bukele, ocorreu no último domingo em El Salvador. A captura, anunciada pela Fiscalia (Ministério Público), é vista como um aumento na repressão à dissidência. López é chefe da Unidade de Anticorrupção e Justiça da ONG Cristosal e foi reconhecida como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo pela BBC em 2024.

Nos últimos três anos, mais de 85 mil pessoas foram detidas sem devido processo no país, segundo Noah Bullock, diretor da Cristosal. Ele afirmou que a detenção de López não é um caso isolado, mas parte de uma estratégia para silenciar vozes críticas. A advogada ficou sem acesso a um defensor legal por mais de 48 horas após sua prisão e foi mantida em local desconhecido até que sua família conseguiu encontrá-la.

Repressão e novas leis

A detenção de López coincide com a aprovação da Lei de Agentes Estrangeiros, que restringe a atuação de ONGs e meios de comunicação independentes. Essa norma permite ao governo decidir quais organizações podem operar no país e exige que as autorizadas paguem 30% de seus rendimentos ao governo. A lei é comparada à legislação em vigor na Nicarágua, que resultou no fechamento de mais de 5.200 ONGs.

Bullock destacou que a repressão, disfarçada como uma luta contra o terrorismo, afeta inocentes e que a segurança pública não deve comprometer os direitos humanos. Ele também mencionou que menos de 1% das mais de 7.200 solicitações de habeas corpus apresentadas foram atendidas pelas cortes, que estão sob controle do governo.

Contexto de repressão

Nos últimos dias, pelo menos 15 pessoas, incluindo empresários e ativistas, foram detidas por motivos políticos. Além disso, sete jornalistas deixaram o país temendo represálias após reportagens sobre supostos acordos do governo com gangues. A situação em El Salvador é considerada crítica, com um retrocesso significativo na democracia e na liberdade de expressão.

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