A eleição de 2025 em Buenos Aires foi marcada por um vídeo deepfake que mostrava o ex-presidente Mauricio Macri apoiando um candidato rival, Manuel Adorni, e anunciando a retirada de sua própria candidata, Silvia Lospennato. O vídeo, que viralizou antes da votação, levantou questões sobre fraude digital e integridade democrática. Após a eleição, novos vídeos falsos de Macri, criados por inteligência artificial, continuaram a ser divulgados por apoiadores do presidente Javier Milei, sem que o governo se preocupasse com as denúncias judiciais. Milei defendeu a liberdade de expressão e minimizou a gravidade da situação, enquanto sua equipe digital, que inclui pessoas próximas a ele, continua a usar as redes sociais para atacar Macri. A estratégia digital agressiva do governo Milei tem sido uma parte importante de sua comunicação política, e a falta de punições para quem compartilha esses conteúdos falsos destaca as diferenças nas abordagens entre a Argentina e o Brasil em relação a fraudes eleitorais.
A campanha eleitoral de 2025 em Buenos Aires foi marcada por um incidente inédito: um vídeo deepfake que mostrava o ex-presidente Mauricio Macri supostamente apoiando o candidato do partido de Javier Milei, Manuel Adorni, e anunciando a desistência da candidata do PRO, Silvia Lospennato. O vídeo, divulgado na véspera da votação, gerou discussões sobre fraude digital e integridade democrática.
Após a eleição, novos vídeos falsos de Macri, gerados por inteligência artificial, continuaram a circular, endossados por aliados de Milei. O governo demonstrou pouca preocupação com as denúncias judiciais, evidenciando uma estratégia digital agressiva. O partido La Libertad Avanza conquistou 30% dos votos, marcando sua primeira vitória na cidade e relegando o PRO ao terceiro lugar.
Macri negou a autenticidade do vídeo e afirmou que seu partido tomaria as medidas legais necessárias. O PRO protocolou uma denúncia na Corte Eleitoral, que determinou a remoção do conteúdo, mas não impôs multas ou punições aos responsáveis pela disseminação do vídeo. O presidente Milei minimizou a situação, defendendo a liberdade de expressão e afirmando que o Estado não estava envolvido na criação do conteúdo.
Recentemente, um novo vídeo falso de Macri, publicado por um usuário identificado como “GordoEdicion”, alegou que ele deixaria a liderança do PRO. Apesar das denúncias, os apoiadores de Milei continuaram a produzir e compartilhar vídeos manipulados. O estrategista de Milei, Santiago Caputo, foi um dos que amplificou o primeiro vídeo, que influenciou a votação.
A Casa Rosada não demonstrou arrependimento pela estratégia digital utilizada. Milei, ao comentar sobre Macri, afirmou que ele “não entende” a militância digital. A situação revela como as redes sociais desempenham um papel crucial na política argentina, especialmente na era do fenômeno Milei.
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