A deputada federal Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça para emitir um mandado falso contra um ministro. Sua defesa apresentou um recurso pedindo a absolvição, alegando que não teve acesso a todas as provas durante a investigação e contestando a indenização de 2 milhões de reais. Os advogados afirmam que não há critérios claros para justificar esse valor. Zambelli também enfrenta outro processo no STF por ter sacado uma arma e perseguido um jornalista durante a campanha eleitoral de 2022, e até agora, o placar para sua condenação nesse caso é de 6 votos a 0, com um pedido de vista adiando a decisão final.
A defesa da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) protocolou um recurso nesta sexta-feira, 23, contra a condenação de 10 anos de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A parlamentar foi punida pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para emitir um mandado falso contra o ministro Alexandre de Moraes.
No recurso, os advogados de Zambelli alegam cerceamento de defesa, afirmando que não tiveram acesso a todas as provas durante a investigação. Além disso, contestam a indenização de R$ 2 milhões por danos coletivos, argumentando que a quantia não possui critérios objetivos que justifiquem seu valor.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Zambelli como a autora intelectual da invasão, que foi executada por Walter Delgatti, condenado a 8 anos e 3 meses de prisão. Este não é o único processo que a deputada enfrenta no STF. Em 2023, ela se tornou ré por um incidente em que sacou uma arma e perseguiu o jornalista Luan Araújo durante a campanha eleitoral de 2022.
Atualmente, o STF possui um placar de 6 votos a 0 para condenar Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. Contudo, um pedido de vista do ministro Nunes Marques adiou a conclusão do julgamento.
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