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Defesa de Bolsonaro pede adiamento de audiências por falta de acesso a provas da PF

Defesa de Jair Bolsonaro solicita adiamento de audiências por dificuldades em acessar 40 terabytes de dados da Polícia Federal.

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal para adiar as audiências de testemunhas no caso relacionado ao golpe de Estado. Os advogados alegam que não conseguiram acessar todos os dados da Polícia Federal, que somam mais de 40 terabytes, e que o material começou a ser disponibilizado apenas em 14 de maio, poucos dias antes das audiências marcadas para 19 de maio. Eles enfrentam dificuldades técnicas, como falta de senhas e links, e a localização de documentos entre muitos arquivos. A defesa afirma que não teve tempo suficiente para analisar as provas antes das audiências, o que prejudica seu trabalho. Desde o início das audiências, a defesa tem tentado atrasar os depoimentos com o mesmo argumento. O ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, já rejeitou pedidos anteriores, considerando que as novas provas não mudam a situação. Bolsonaro é réu desde março, enfrentando acusações sérias, incluindo organização criminosa e tentativa de golpe de Estado.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 23, solicitando o adiamento das audiências de testemunhas no processo relacionado ao golpe de Estado. Os advogados argumentam que enfrentam dificuldades para acessar mais de 40 terabytes de dados da Polícia Federal, o que compromete a defesa.

Os advogados Celso Sanchez Vilardi, Daniel Bettamio Tesser e Paulo da Cunha Bueno afirmam que o material começou a ser disponibilizado apenas em 14 de maio, poucos dias antes do início das audiências, marcadas para 19 de maio. Eles destacam que as dificuldades técnicas, como a falta de senhas e links, dificultam a localização de documentos entre “milhares de arquivos” organizados em 96 pastas.

A defesa enfatiza que o tempo para examinar as provas é insuficiente e que a instrução do processo, que deve ser concluída até 2 de junho, está ocorrendo sem a análise adequada do conteúdo. “A mensagem recortada precisa ser contextualizada”, afirmam os advogados. Desde o início das oitivas, a defesa tem tentado atrasar os depoimentos, alegando a falta de tempo para análise das provas.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, já rejeitou pedidos anteriores da defesa com a mesma justificativa. Moraes argumenta que as novas provas não alteram a denúncia da Procuradoria-Geral da República, que acusa Bolsonaro de crimes como organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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