O Departamento de Justiça dos EUA está investigando se o Google que pertence à Alphabet, quebrou leis antitruste ao fazer um acordo com a startup Character.AI, que cria chatbots. As autoridades estão analisando se o Google estruturou esse acordo para evitar uma revisão formal do governo. No ano passado, os fundadores da Character.AI se juntaram ao Google, que também obteve uma licença para usar a tecnologia da startup. Esse tipo de acordo é visto como uma forma rápida de grandes empresas atraírem talentos, mas também levanta preocupações sobre a concorrência. O Google afirmou que está disposto a responder a perguntas dos reguladores e que não possui participação acionária na Character.AI, que continua independente. A investigação ainda está no início e pode não resultar em ações legais. O governo Biden intensificou a fiscalização sobre práticas competitivas no setor de inteligência artificial, analisando se parcerias entre grandes empresas e startups oferecem vantagens injustas. A Character.AI é conhecida por seus chatbots que imitam personalidades. O acordo com o Google avaliou a startup em US$ 2,5 bilhões e incluiu um contrato de licença para uso de sua tecnologia. A investigação pode aumentar a pressão sobre o Google, que já enfrenta ações judiciais por monopólio em busca online e publicidade digital. O governo quer que o Google se desfaça do navegador Chrome para aumentar a concorrência e que todas as aquisições relacionadas à inteligência artificial sejam analisadas, independentemente do valor. Uma decisão judicial sobre o caso é esperada para o verão no hemisfério norte.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos investiga se o Google, controlado pela Alphabet, violou leis antitruste ao firmar um acordo com a startup Character.AI, especializada em inteligência artificial. A investigação se concentra na possibilidade de que o Google tenha estruturado o acordo para evitar uma revisão formal do governo.
No ano passado, o Google adquiriu a Character.AI, cofundada pelo brasileiro Daniel de Freitas, e obteve uma licença não exclusiva para usar sua tecnologia. A transação, que avaliou a startup em US$ 2,5 bilhões, permitiu que os fundadores retornassem ao Google, levantando preocupações entre reguladores sobre a neutralização de concorrentes emergentes.
A prática de grandes empresas adquirirem startups para incorporar talentos é comum no Vale do Silício, mas gera desconfiança entre autoridades antitruste. O porta-voz do Google, Peter Schottenfels, afirmou que a empresa está disposta a responder a questionamentos dos reguladores e destacou que a Character.AI continua operando de forma independente.
A investigação do Departamento de Justiça está em estágio inicial e pode não resultar em ações formais. Contudo, as autoridades estão atentas a como parcerias entre grandes empresas e startups de IA podem criar vantagens desleais no mercado. A Character.AI é conhecida por seus chatbots que imitam personalidades reais ou fictícias.
Além disso, o governo Biden intensificou o escrutínio sobre práticas competitivas no setor de inteligência artificial, incluindo a análise de aquisições relacionadas à tecnologia. O Departamento de Justiça já propôs que o Google se desfaça de seu navegador Chrome para restaurar a concorrência no mercado de buscas online. Uma decisão judicial sobre o caso é esperada para o final de junho.
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