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Lula defende participação da Petrobras na pesquisa de combustíveis na Margem Equatorial

Ibama aprova vistorias da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas, enquanto Lula defende exploração, gerando protestos da Ascema.

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O Ibama aprovou um plano da Petrobras para fazer vistorias e simulados na Bacia da Foz do Amazonas, enquanto o presidente Lula defendeu que a estatal participe ativamente da pesquisa de petróleo e gás. Essa aprovação é parte do Plano de Proteção e Atendimento à Fauna Oleada, que é necessário para a Petrobras conseguir a licença para perfurar um poço na região. Apesar de o Ibama já ter negado a autorização para a perfuração anteriormente, a Petrobras recorreu e está aguardando a decisão final. A Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente expressou descontentamento com a nova autorização, afirmando que a decisão ignora pareceres técnicos que se opõem à exploração de petróleo na área.

Após a aprovação do plano da Petrobras para realizar vistorias e simulados na Bacia da Foz do Amazonas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a participação ativa da estatal na pesquisa de petróleo e gás. Durante evento no Palácio do Planalto, ao lado do presidente angolano, João Lourenço, Lula destacou a importância da Petrobras na prospecção de combustíveis fósseis, afirmando que é necessário aumentar o fluxo de comércio exterior do Brasil.

Na última segunda-feira, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou o conceito do Plano de Proteção e Atendimento à Fauna Oleada (PPAF), parte do Plano de Emergência Individual (PEI) da Petrobras. Essa autorização permite que a empresa realize vistorias e simulados na região onde pretende explorar novas reservas de petróleo. A análise do Ibama sobre o plano de resgate da fauna em caso de vazamento de óleo é considerada uma etapa crucial para o licenciamento do poço que a estatal deseja perfurar.

Embora o Ibama já tenha negado anteriormente a autorização para a perfuração, a Petrobras recorreu e aguarda a decisão final do órgão. A recente autorização é vista como um passo importante para a estatal em busca da permissão definitiva. Contudo, a direção nacional da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema) manifestou descontentamento, publicando uma nota de protesto. A Ascema ressalta que o corpo técnico do Ibama já havia se posicionado contra a exploração de petróleo na região, considerando a nova autorização uma decisão política que ignora pareceres técnicos.

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