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Maduro busca eleger governador em território disputado com a Guiana

Venezuela desafia a Guiana ao realizar eleições em Essequibo, intensificando tensões territoriais e ignorando a participação local.

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Neste domingo, a Venezuela vai realizar eleições para governador e deputados na região de Essequibo, que é considerada parte da Guiana. A votação não contará com a participação dos moradores locais e isso está aumentando as tensões entre os dois países. O presidente Nicolás Maduro quer reafirmar a soberania da Venezuela sobre essa área, que tem 160 mil quilômetros quadrados. Os locais de votação estarão no estado de Bolívar, na Venezuela, onde vivem cerca de 21,4 mil eleitores. Maduro desafiou a Comunidade do Caribe e a Corte Internacional de Justiça, que pediram para que a Venezuela não realizasse as eleições. O presidente da Guiana, Irfaan Ali, afirmou que seu país não vai ceder a região e alertou que qualquer guianense que apoiar as eleições venezuelanas poderá ser acusado de traição. Ele também disse que a questão do território já foi resolvida e que a Venezuela só reativou a reivindicação após a descoberta de petróleo na área. A Guiana está se preparando militarmente para possíveis conflitos. A disputa territorial começou com um laudo de 1899 que deu a soberania à Guiana Britânica. A Venezuela contestou essa decisão em 1966, levando a um acordo, mas a reivindicação foi reativada em 2023, quando a Guiana começou a extrair petróleo. As eleições são vistas como uma estratégia da Venezuela para reafirmar seu controle sobre a região, mas especialistas acreditam que não haverá jurisdição real sobre o território. As tensões entre os dois países continuam a aumentar, com a Guiana reforçando sua presença militar na fronteira.

Neste domingo, a Venezuela realizará eleições para governador e deputados na disputada região de Essequibo, que pertence à Guiana há mais de um século. A votação, que não contará com a participação dos habitantes locais, intensifica as tensões entre os dois países. Nicolás Maduro, líder venezuelano, busca afirmar a soberania sobre a área de 160 mil quilômetros quadrados, reconhecida internacionalmente como parte da Guiana.

Os centros de votação estarão localizados no estado de Bolívar, na Venezuela, onde vivem cerca de 21,4 mil eleitores venezuelanos. A eleição inclui a escolha de um governador, oito deputados e sete membros do conselho legislativo regional. Maduro desafiou a Comunidade do Caribe (Caricom) e a Corte Internacional de Justiça (CIJ), que pediram a Caracas que não realizasse eleições em um território que não controla. “Nossa vontade de recuperar os direitos históricos é inabalável”, afirmou o presidente.

Reações da Guiana

O presidente da Guiana, Irfaan Ali, reafirmou que seu país não cederá Essequibo à Venezuela. Ele alertou que qualquer guianense que apoiar as eleições venezuelanas poderá ser acusado de traição. Ali destacou que a questão do território foi resolvida há muito tempo e que a Venezuela só reativou a reivindicação após a descoberta de petróleo na região. A Guiana, que viu seu PIB crescer 62% em 2022, está se preparando militarmente para possíveis confrontos.

Contexto Histórico

A disputa territorial remonta ao Laudo Arbitral de 1899, que concedeu a soberania à Guiana Britânica. A Venezuela contestou a decisão em 1966, levando à assinatura do Acordo de Genebra. A reivindicação foi reativada em 2023, após a Guiana iniciar a extração de petróleo. O referendo realizado pela Venezuela em dezembro de 2023, sem a participação de guianenses, resultou na criação do estado de Guiana Essequiba.

Analistas consideram as eleições uma manobra estratégica da Venezuela para reafirmar seu domínio sobre o território. O cientista político Gabriel Flores descreveu a ação como um ato simbólico, enquanto o pesquisador Ricardo de Toma ressaltou que não haverá jurisdição real sobre a região. As tensões entre os dois países continuam a crescer, com a Guiana reforçando sua presença militar na fronteira.

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