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Opositor venezuelano é detido por terrorismo e lavagem de dinheiro antes das eleições

Juan Pablo Guanipa, opositor venezuelano, foi preso sob acusações de terrorismo e incitação à violência, enquanto a luta pela liberdade persiste.

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Juan Pablo Guanipa, um líder da oposição na Venezuela, foi preso no dia 13 de outubro. Ele é acusado de fazer parte de uma “rede terrorista” que planejava sabotar as eleições que acontecerão em breve. Guanipa estava vivendo escondido desde julho de 2022 e é próximo de María Corina Machado, outra figura importante da oposição. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, disse que Guanipa é um dos chefes dessa rede e que foram encontrados dispositivos eletrônicos com informações sobre o plano. As acusações contra ele incluem terrorismo e incitação à violência. Após a prisão, Guanipa afirmou que sua detenção foi um sequestro e que a luta contra o governo de Nicolás Maduro vai continuar. María Corina Machado chamou a prisão de Guanipa de “terrorismo de Estado” e elogiou sua coragem. A operação que resultou na prisão dele também levou à detenção de 70 outras pessoas. Cabello alegou que o plano de sabotagem envolvia ataques a locais como hospitais e estações de metrô, e anunciou a suspensão de voos com a Colômbia devido a supostas infiltrações. Guanipa reafirmou que, mesmo preso, não se sente derrotado e que a luta pela liberdade na Venezuela seguirá.

O dirigente opositor Juan Pablo Guanipa foi preso nesta sexta-feira, 13 de outubro, na Venezuela, após ser acusado de integrar uma suposta “rede terrorista” que planejava sabotar as eleições parlamentares e regionais marcadas para o próximo domingo. Guanipa, que viveu na clandestinidade desde julho de 2022, é próximo da líder da oposição, María Corina Machado.

O ministro do Interior, Diosdado Cabello, afirmou em coletiva que Guanipa é um dos chefes dessa rede e que foram apreendidos quatro telefones e um laptop, que conteriam informações sobre o plano. As acusações incluem terrorismo, lavagem de dinheiro e incitação à violência. Cabello declarou que Guanipa deve agora “prestar contas à Justiça”.

Após a prisão, uma mensagem foi divulgada na conta oficial de Guanipa no X, onde ele denunciou sua detenção como um sequestro e reafirmou que a luta contra a ditadura de Nicolás Maduro continuará. A última aparição pública de Guanipa foi em um protesto em Caracas, ao lado de Machado, contra a posse de Maduro, considerada uma fraude pela oposição.

Reações e Contexto

María Corina Machado reagiu à prisão de seu aliado, chamando a ação de “terrorismo de Estado”. Ela destacou a coragem e integridade de Guanipa, que foi vice-presidente da Assembleia Nacional em 2020 e governador do estado de Zulia em 2017, mas não assumiu o cargo devido a questões políticas.

A operação que resultou na prisão de Guanipa já levou à detenção de 70 pessoas e inclui outros 11 indivíduos, além de estrangeiros de diversas nacionalidades. Cabello alegou que o plano de sabotagem, supostamente financiado pelo narcotráfico colombiano, envolvia ataques a hospitais, estações de metrô e instalações elétricas. Ele também anunciou a suspensão dos voos com a Colômbia, citando tentativas de infiltração por “mercenários”.

Guanipa, que se destacou na oposição ao regime de Maduro, reafirmou em sua mensagem que, apesar da prisão, não se sente derrotado e que a luta pela liberdade na Venezuela continuará.

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