O deputado Lindbergh Farias, do PT, fez uma denúncia na Procuradoria-Geral da República pedindo a prisão de Eduardo Bolsonaro, que está morando nos Estados Unidos. Farias acusa Eduardo de ameaçar a soberania do Brasil ao tentar conseguir sanções dos EUA contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ele disse que essa ação é uma conspiração contra o país e criticou Eduardo por usar seu cargo para intimidar o STF. Eduardo respondeu afirmando que a denúncia só prova que o Judiciário foi “sequestrado” por Moraes e que está sendo usado pela esquerda para perseguir opositores. O chefe do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, mencionou a possibilidade de sanções contra Moraes, citando alegações de perseguição política no Brasil. Este não é o primeiro conflito entre os dois, já que Farias havia tentado apreender o passaporte de Eduardo no início do ano, mas o pedido foi negado. Eduardo anunciou sua licença de 122 dias e a mudança para os EUA em fevereiro.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a prisão de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está licenciado e reside nos Estados Unidos. Farias acusa Eduardo de atentar contra a soberania nacional ao buscar sanções americanas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em suas redes sociais, Lindbergh afirmou que a articulação de Eduardo representa uma conspiração contra o Brasil e criticou o uso do mandato para ações que, segundo ele, visam intimidar o STF. O líder petista descreveu a situação como uma “campanha sórdida” da extrema-direita, associando-a a um “complexo de vira-lata” em relação ao governo dos EUA.
Eduardo Bolsonaro respondeu, alegando que o pedido de prisão apenas reforça sua afirmação de que o Judiciário brasileiro foi “sequestrado” por Moraes. Ele afirmou que a Justiça serve como um instrumento político da esquerda para perseguir opositores e censurar vozes dissidentes.
A possibilidade de sanções contra Moraes foi mencionada pelo chefe do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante uma audiência no Congresso americano. Ele indicou que há uma “grande possibilidade” de imposição de sanções, em meio a alegações de perseguição política no Brasil.
Este não é o primeiro embate entre Lindbergh e Eduardo. No início do ano, o petista havia solicitado a apreensão do passaporte de Eduardo após discussões sobre um projeto que impediria a entrada de Moraes nos EUA. O pedido foi rejeitado por Moraes, após orientação da PGR para arquivar a denúncia. Eduardo, por sua vez, anunciou sua licença de 122 dias e a mudança para os Estados Unidos em fevereiro.
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