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Supremo Tribunal Federal nega pedido de Ronnie Lessa por salários e bens da PM

Ministro Alexandre de Moraes rejeita pedido de Ronnie Lessa por salários atrasados e devolução de bens, citando delação ineficaz.

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O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido de Ronnie Lessa, ex-PM condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, para receber 249 mil reais em salários atrasados da Polícia Militar. A defesa de Lessa queria o valor acumulado desde sua prisão em 2019 até sua expulsão em 2023, além da devolução de documentos pessoais e aparelhos eletrônicos. Eles argumentaram que a restituição era um direito devido ao acordo de delação premiada. Moraes, no entanto, afirmou que para ter acesso a esses benefícios, o delator precisa fornecer informações úteis que ajudem nas investigações. Ele destacou que delações sem valor não garantem as vantagens prometidas. A decisão de Moraes foi contrária a um parecer da Procuradoria-Geral da República, que apoiava os pedidos de Lessa. O ex-PM já cumpre uma pena de 78 anos por seu envolvimento no caso Marielle e, recentemente, foi condenado a mais 90 anos por outro assassinato.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, negou o pedido de Ronnie Lessa, ex-policial militar condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, para receber R$ 249 mil em salários atrasados. A solicitação abrange o período de 2019, quando Lessa foi preso, até 2023, ano de sua expulsão da corporação.

A defesa de Lessa também requereu a devolução de documentos pessoais, aparelhos eletrônicos e a liberação de R$ 13 mil bloqueados em ações de busca e apreensão. O argumento central foi que a restituição dos bens e valores deveria ser uma consequência do acordo de delação premiada firmado pelo réu.

Moraes enfatizou que, para ter acesso aos benefícios da delação, o colaborador precisa fornecer informações úteis que possibilitem a obtenção de provas. O ministro destacou que “a delação inútil” não gera as vantagens prometidas. A decisão foi proferida na quinta-feira, 22 de maio.

A Procuradoria-Geral da República havia emitido um parecer favorável aos pedidos da defesa de Lessa, mencionando uma decisão de primeira instância que determinou a devolução dos itens. Contudo, a análise final coube a Moraes, que homologou a delação premiada do ex-PM.

Lessa já cumpre uma pena de 78 anos de prisão pelo assassinato de Marielle Franco, ocorrido em 2018, e confessou ter disparado 13 vezes contra o carro da vereadora. Recentemente, ele foi sentenciado a mais 90 anos de prisão por outro crime, o assassinato de um casal na zona oeste do Rio de Janeiro, em 2014.

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