Agather Atuhaire, uma ativista ugandense, foi presa e torturada na Tanzânia, onde sofreu agressões físicas e sexuais. Ela estava lá para apoiar Tundu Lissu, um líder da oposição que enfrenta acusações graves. Atuhaire foi libertada e encontrada perto da fronteira com Uganda, após ser maltratada por agentes de segurança. Ela relatou que foi agredida, despida e coberta de excrementos, enquanto seus gritos eram abafados por música. O governo dos EUA e a Anistia Internacional pediram investigações sobre os abusos. Atuhaire, que é crítica do governo ugandense, afirmou que buscará justiça e não se deixará abater pelo que sofreu. A presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, acusou ativistas estrangeiros de interferirem nos assuntos do país, enquanto a repressão política continua a ser um problema na Tanzânia.
Agather Atuhaire, ativista ugandense premiada, foi presa e torturada por forças de segurança da Tanzânia. A detenção ocorreu em Dar es Salaam, onde Atuhaire estava para apoiar o líder da oposição, Tundu Lissu, que enfrenta acusações de traição. Atuhaire relatou ter sido agredida sexualmente e deixada coberta de excrementos.
Após ser libertada, Atuhaire descreveu os abusos sofridos, incluindo espancamentos e tortura sexual. Ela afirmou que os agentes de segurança a ameaçaram, dizendo: “O que acontece na Tanzânia, fica na Tanzânia. Temos vídeos de você.” Atuhaire e o ativista queniano Boniface Mwangi foram acusados de tentarem desestabilizar o país. Ambos foram interrogados e levados a um local desconhecido.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos expressou preocupação com os relatos de abuso e pediu uma investigação imediata. A Anistia Internacional também exigiu que os atos de tortura e deportação forçada fossem investigados com urgência. Atuhaire, que já recebeu o International Women of Courage Award, registrará uma queixa contra a Tanzânia.
A presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, criticou a presença de ativistas estrangeiros, afirmando que eles tentam interferir nos assuntos internos do país. A repressão política no país tem sido denunciada por opositores e organizações de direitos humanos, que alertam para um retorno a práticas autoritárias. Atuhaire, determinada, disse: “A necessidade de justiça está acima de tudo.”
Entre na conversa da comunidade