O bolsonarismo quer conquistar a maioria das 54 cadeiras do Senado nas eleições de 2026, após ter obtido 56% das vagas em 2022, mesmo com a derrota de Jair Bolsonaro para Lula. Para conseguir isso, o grupo precisa vencer em estados como Bahia e Maranhão, onde candidatos de Lula são favoritos. Se o bolsonarismo repetir o desempenho de 2022, poderá ter 45 cadeiras, mas para aprovar o impeachment de ministros do STF, precisaria de 54, o que exigiria uma vitória ainda maior. A tarefa é difícil, pois em muitos estados, como Bahia e Maranhão, os candidatos bolsonaristas enfrentam forte concorrência. Além disso, em estados como Goiás, mesmo com apoio a Bolsonaro, outros candidatos têm chances de vencer. Em Minas e São Paulo, o bolsonarismo ainda não definiu seus candidatos. No Distrito Federal, candidatos fortes podem não apoiar o impeachment, dificultando ainda mais a meta do grupo.
O bolsonarismo almeja conquistar a maioria das 54 cadeiras do Senado nas eleições de 2026, após um desempenho expressivo em 2022, quando obteve 56% das vagas. Apesar da derrota de Jair Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial, os aliados do ex-presidente conseguiram um resultado significativo.
Para garantir a maioria, o bolsonarismo precisa conquistar 30 das 54 vagas em disputa. Essa meta é desafiadora, especialmente em estados como Bahia e Maranhão, onde candidatos ligados a Lula são considerados favoritos. O controle do Senado é crucial para o bolsonarismo, que busca uma base sólida para possíveis ações como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Desafios Regionais
A configuração atual do Senado permite que Lula mantenha um controle relativo, mesmo com a força do bolsonarismo. Em 2026, a renovação das cadeiras será decisiva, já que dois terços da Casa estarão em disputa. Para atingir o número necessário para o impeachment, o bolsonarismo precisaria de uma vitória sem precedentes, conquistando 39 novas vagas.
Nos estados do Norte e Nordeste, a situação é ainda mais complicada. Na Bahia, três candidatos vinculados a Lula são favoritos, enquanto no Maranhão, não há nomes bolsonaristas com chances reais. Em outros estados, como Goiás, mesmo com uma base favorável a Bolsonaro, a concorrência é forte.
Expectativas e Estratégias
Em Minas Gerais e São Paulo, o bolsonarismo ainda busca definir suas candidaturas. Em São Paulo, há expectativa de uma chapa do PL com Eduardo Bolsonaro e Guilherme Derrite. No Rio de Janeiro, a reeleição de Flávio Bolsonaro é a aposta.
A meta de conquistar a maioria no Senado é ambiciosa e requer uma taxa de sucesso acima de 70%. O cenário atual apresenta desafios significativos, com governadores bem avaliados e candidatos fortes em várias regiões. A disputa promete ser acirrada, com o bolsonarismo enfrentando adversidades em diversas localidades.
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