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Cristiane de Silva é deportada para o Brasil após ser presa por imigração ilegal nos EUA

Cristiane de Silva, deportada dos EUA, enfrenta mandado de prisão no Brasil após condenação por associação criminosa. Outras três brasileiras permanecem detidas.

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Cristiane de Silva, uma brasileira envolvida nos ataques de 8 de janeiro, foi deportada dos Estados Unidos e chegou a Fortaleza, onde já havia um mandado de prisão contra ela. Cristiane, que tem 33 anos e foi condenada a um ano de prisão por associação criminosa, foi levada à Superintendência da Polícia Federal. Outras três brasileiras continuam detidas nos EUA, enfrentando penas severas por crimes relacionados aos ataques. Cristiane foi presa no QG do Exército em Brasília um dia após os ataques e alegou que estava na cidade apenas para passear. Ela nega ter cometido qualquer crime e, durante sua detenção, afirmou que os ataques foram uma armadilha da esquerda. Antes de ser deportada, Cristiane fugiu para a Argentina e depois para outros países da América Latina, mas acabou sendo presa no Texas.

Cristiane de Silva, uma das brasileiras envolvidas nos ataques de 8 de janeiro, foi deportada dos Estados Unidos e chegou a Fortaleza (CE) na tarde de hoje. A mulher, de 33 anos, foi presa por imigração ilegal e já havia sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a um ano de prisão por associação criminosa.

Cristiane foi levada à Superintendência da Polícia Federal em Fortaleza, onde há um mandado de prisão em aberto contra ela. O ministro Alexandre de Moraes havia substituído a pena por restrições de direitos, como prestação de serviços comunitários e pagamento de multa. Outras três brasileiras continuam detidas nos EUA, enfrentando penas severas por crimes relacionados aos ataques.

As brasileiras detidas incluem Rosana Maciel Gomes, condenada a 14 anos de prisão, e Raquel de Souza Lopes, que recebeu uma pena de 17 anos por tentativa de golpe de Estado e associação criminosa. Michely Paiva Alves é ré no processo. Cristiane, que se apresentou como garçonete autônoma, foi presa no QG do Exército em Brasília um dia após os ataques, alegando estar na cidade para “passear”.

Detalhes da Deportação

Antes da deportação, Cristiane conversou com a imprensa e reafirmou sua inocência, afirmando que não cometeu crime algum. Ela também mencionou que não aceitou um acordo de não persecução penal proposto pelo Ministério Público. Cristiane repetiu alegações de que os ataques foram realizados por “infiltrados de esquerda”, uma narrativa não comprovada pelas investigações.

Em 2024, Cristiane não tinha condenação e poderia ter encerrado o processo com um acordo, mas fugiu para a Argentina com outros investigados. Após a prisão de militantes bolsonaristas na Argentina, ela e seu grupo se deslocaram para o Peru e a Colômbia, onde permaneceram por quase um mês antes de seguir para o Panamá e o México.

As detenções ocorreram em El Paso, Texas, em 21 de janeiro deste ano, um dia após a posse de Donald Trump, que prometeu endurecer as políticas de imigração. Raquel de Souza Lopes foi presa em 12 de janeiro em La Grulla, Texas, e está detida em Raymondville.

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