O corpo de Victor Cerqueira Santos Santana, um guia turístico de 28 anos, foi exumado em Itabela, Bahia, para uma análise científica após denúncias de tortura. Ele morreu durante uma operação policial em Caraíva, onde a polícia afirmou que houve confronto com suspeitos de facções. O Ministério Público da Bahia pediu a exumação e abriu uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte. Amigos e familiares de Victor, incluindo sua amiga Joice Terloni, alegam que ele foi torturado e que não estava armado, contestando a versão oficial da polícia. A morte de Victor gerou protestos na comunidade, com moradores exigindo justiça e denunciando racismo e violência do Estado.
O corpo do guia turístico Victor Cerqueira Santos Santana, de 28 anos, foi exumado nesta manhã, no Cemitério Municipal de Itabela, na Bahia. A exumação ocorreu após denúncias de tortura e foi solicitada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que investiga as circunstâncias de sua morte durante uma operação policial em Caraíva, Porto Seguro, em maio.
Os restos mortais de Victor foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para análise científica. A investigação busca esclarecer possíveis contradições na versão oficial, que alega que Victor foi morto em um confronto com suspeitos de facções criminosas. A operação visava integrantes da facção ADM (Anjos da Morte), envolvidos no tráfico de drogas na região.
Joice Terloni, amiga de Victor, afirmou que o corpo apresentava sinais de tortura, como o rosto desfigurado e marcas de coronhada. Ela relatou que Victor foi detido enquanto se dirigia ao trabalho e que moradores testemunharam sua detenção. A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) confirmou que dois homens, incluindo Victor, foram mortos durante a operação, mas a família contesta a versão oficial, afirmando que ele não era criminoso.
A morte de Victor gerou protestos na comunidade, com comércios fechados em sinal de luto. Joice declarou que a comunidade não aceitará que o caso seja tratado como um “efeito colateral” e destacou questões de racismo estrutural e violência do Estado. A Polícia Civil confirmou que Victor não tinha passagens criminais, reforçando a indignação local.
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