Abigail Disney, herdeira da fortuna Disney, afirmou que a sociedade deve parar de idolatrar os ricos e que bilionários que não conseguem viver com menos de 999 milhões de dólares são sociopatas. Durante uma entrevista, ela destacou a importância de aumentar a taxação de fortunas e criticou a ideia de que a riqueza é apenas resultado de méritos individuais. Abigail, que já doou 70 milhões de dólares, acredita que a filantropia não deve substituir políticas públicas que promovam a equidade. Ela também mencionou que a resistência à taxação de fortunas no Brasil mostra que os políticos estão mais preocupados em proteger os interesses dos mais ricos do que em discutir a redução de impostos sobre produtos essenciais. A cultura que glorifica o sucesso financeiro dificulta a visão dos ricos como pessoas que têm responsabilidade social. Abigail defende que os ricos devem contribuir para uma sociedade mais justa e reduzir a desigualdade.
Abigail Disney, herdeira da fortuna Disney, afirmou que a sociedade deve parar de idolatrar os ricos, destacando que bilionários que não conseguem viver com menos de US$ 999 milhões são, em sua visão, sociopatas. A declaração foi feita durante uma entrevista à Folha, onde a cineasta e filantropa enfatizou a necessidade de uma maior taxação de fortunas.
A neta de Roy O. Disney, cofundador da The Walt Disney Company, já doou US$ 70 milhões e defende que a filantropia não deve ser um substituto para políticas públicas que promovam a equidade. Abigail critica a visão de que a riqueza é resultado apenas de méritos individuais, um conceito que tem se disseminado na sociedade contemporânea.
A idolatria aos ricos, especialmente no Brasil, tem se tornado um problema social. No Congresso Nacional, a resistência à taxação de fortunas é evidente, com líderes políticos mais preocupados em proteger os interesses do 0,006% mais rico do que em discutir a redução de impostos sobre produtos essenciais. A fala de Abigail Disney surge como um alerta em tempos de crescente desigualdade.
A cultura da prosperidade, que glorifica o sucesso financeiro como um sinal de virtude, contribui para a heroização dos milionários. Essa mentalidade dificulta a desconstrução da imagem do rico como um ser divino, merecedor de sua fortuna. Abigail Disney propõe que os ricos reconheçam sua responsabilidade social e contribuam para uma sociedade mais justa, onde a desigualdade seja reduzida.
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