As políticas de imigração do presidente Donald Trump estão criando um clima de medo entre os imigrantes nos Estados Unidos, o que afeta a disponibilidade de trabalhadores para muitas empresas. Empresários, como Manolo Betancur, estão se unindo para pedir mudanças nas leis de imigração, já que há uma falta de mão de obra que prejudica a economia. Betancur, que possui uma padaria na Carolina do Norte, observa que as operações de imigração fazem com que seus funcionários não apareçam para trabalhar, pois eles querem proteger suas famílias. A American Business Immigration Coalition informa que há cerca de 1,7 milhão de empregos vagos no país, o que está aumentando a inflação. Setores como saúde e agricultura estão enfrentando dificuldades, pois muitos trabalhadores nesses campos são imigrantes. A incerteza sobre programas de imigração legal preocupa os empregadores, enquanto propostas conservadoras buscam restringir a imigração. Betancur, que imigrou da Colômbia, acredita que os imigrantes são essenciais para a economia americana e defende uma reforma que permita a regularização dos trabalhadores.
O endurecimento das políticas de imigração do presidente Donald Trump está gerando um clima de insegurança entre imigrantes nos Estados Unidos, afetando diretamente a mão de obra disponível para diversas empresas. Empresários, como Manolo Betancur, estão se mobilizando para pressionar o governo a reformar as leis de imigração, destacando a escassez de trabalhadores e os impactos econômicos negativos da atual política.
A promessa de Trump de realizar a “maior operação de deportação da história dos EUA” tem gerado receios entre os imigrantes, que hesitam em sair de casa para trabalhar. Betancur, proprietário de uma padaria em Charlotte, Carolina do Norte, relata que as batidas de imigração têm afetado a presença de seus funcionários. “Quando há uma batida, eles não aparecem para proteger suas famílias”, afirma.
A American Business Immigration Coalition (ABIC) aponta que existem cerca de 1,7 milhão de empregos não preenchidos nos EUA, o que está elevando a inflação para as famílias. Rebecca Shi, da ABIC, defende uma política de imigração que permita a entrada legal de trabalhadores. A associação tem feito lobby em Washington para que sua voz seja ouvida no Congresso.
Setores críticos, como saúde e agricultura, estão enfrentando dificuldades devido à falta de mão de obra. Dados indicam que 40% dos trabalhadores do setor de saúde e 73% dos trabalhadores agrícolas são imigrantes. A escassez de mão de obra tem levado alguns estados a flexibilizar as restrições ao trabalho infantil, uma medida que gera preocupações sobre as consequências a longo prazo.
A incerteza sobre o futuro dos programas de imigração legal, como os vistos H-2A e H-2B, também preocupa os empregadores. O governo Trump não confirmou se esses programas continuarão disponíveis, enquanto propostas conservadoras visam restringir a imigração. Apesar de as estatísticas mostrarem uma queda nas entradas irregulares, a retórica do governo continua a enfatizar uma “invasão” de imigrantes.
Manolo Betancur, que imigrou da Colômbia e agora emprega dezenas de pessoas, acredita que a contribuição dos imigrantes é vital para a economia americana. Ele ressalta que sem os imigrantes, os EUA enfrentariam sérios problemas. A situação atual exige uma reforma imigratória que permita a regularização e a permanência legal dos trabalhadores no país.
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