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Entidades acionam Justiça para impedir beneficiários do Bolsa Família de apostar online

Entidades pedem na Justiça que sites de apostas impeçam beneficiários do Bolsa Família de se cadastrar, com multa de R$ 500 milhões por descumprimento.

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Duas entidades entraram na Justiça pedindo que sites de apostas impeçam beneficiários do Bolsa Família de se cadastrar e apostar. Elas querem que, em 90 dias, as empresas criem um sistema para bloquear esses cadastros e que o governo compartilhe uma lista com os CPFs dos beneficiários. Se as apostas não cumprirem essa ordem, poderão ser multadas em R$ 500 milhões, valor que seria destinado a ajudar famílias em situação de vulnerabilidade. A ação foi movida pela Educafro e pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Mônica Paião Trevisan, que defendem os direitos sociais. Os advogados destacam que, segundo o Banco Central, beneficiários enviaram R$ 3 bilhões para as empresas de apostas, o que mostra um desvio de recursos públicos que deveriam ser usados para combater a pobreza. As entidades também pedem que os sites informem em suas publicidades que não é permitido usar dinheiro de programas sociais para apostas e que alertem sobre os riscos envolvidos.

Duas entidades, a Educafro e o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Mônica Paião Trevisan, ajuizaram uma ação judicial na sexta-feira (23) para que sites de apostas online impeçam beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico) de se cadastrar e realizar apostas. As entidades pedem que um mecanismo seja implementado em até 90 dias.

A ação requer que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva compartilhe, em 15 dias, uma base de dados com os CPFs dos beneficiários do programa Bolsa Família. Caso a determinação não seja cumprida, as entidades solicitam uma multa de R$ 500 milhões a ser revertida para auxílio a famílias em situação de vulnerabilidade.

Dados do Banco Central indicam que beneficiários do Bolsa Família enviaram cerca de R$ 3 bilhões para empresas de apostas. O advogado Márlon Reis destacou que esses números são alarmantes e demonstram o desvio de finalidade das verbas públicas destinadas ao combate à fome e à pobreza.

Além disso, a ação requer que os sites de apostas informem em suas campanhas publicitárias que não é permitido utilizar recursos de programas sociais para apostas, alertando a população sobre os riscos sociais, econômicos e psicológicos envolvidos.

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