O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, foi filmado cantando em um jantar beneficente na casa do CEO do iFood, Diego Barreto, em São Paulo. O evento, que ocorreu na última quinta-feira, tinha como objetivo apoiar um programa de ação afirmativa para ingresso na magistratura. Durante a confraternização, Barroso cantou músicas ao lado de outros convidados, incluindo a cantora Paula Lima. No entanto, a proximidade entre Barroso e empresários, como o do iFood, levanta preocupações, especialmente porque o iFood está envolvido em um processo no STF que discute se motoristas de aplicativo têm vínculo empregatício com a empresa. Esse caso é importante, pois pode afetar muitos contratos de trabalho e já há mais de 10 mil processos relacionados na Justiça do Trabalho. O Supremo decidiu que o caso terá repercussão geral, o que significa que a decisão servirá como referência para outros julgamentos. O relator do processo é o ministro Edson Fachin, e Barroso deve marcar a data do julgamento.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, foi filmado cantando em um jantar beneficente na residência do presidente do iFood, Diego Barreto, em São Paulo, na última quinta-feira (22). O evento, que tinha como objetivo apoiar o Programa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para ação afirmativa na magistratura, gerou polêmica devido à proximidade entre Barroso e empresários com interesses em processos no tribunal.
Durante a confraternização, Barroso interpretou a famosa canção “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, e também dividiu o microfone com a cantora Paula Lima em uma apresentação de “Não Deixe o Samba Morrer”, de Alcione. O jantar foi preparado pelo chef Felipe Bronze e contou com a presença de diversas personalidades, incluindo o ativista Rene Silva e o reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, José Vicente.
Relação com o iFood
A aproximação entre Barroso e o CEO do iFood levanta questões sobre a influência de empresários em decisões judiciais. O iFood é um dos interessados em um processo no STF que discute a existência de vínculo empregatício entre motoristas de aplicativo e a plataforma. A questão chegou ao tribunal por meio de um recurso da Uber, que alega haver mais de dez mil processos relacionados ao tema na Justiça do Trabalho.
O caso no STF busca estabelecer uma interpretação que possa ser aplicada a todos os processos semelhantes. Os ministros já definiram que a ação terá repercussão geral, o que significa que a decisão do Supremo servirá como referência para outras instâncias do Judiciário. O iFood participa do processo como amici curiae, ou seja, um terceiro interessado que pode contribuir com informações técnicas relevantes. O relator do caso é o ministro Edson Fachin, e a data do julgamento será definida por Barroso.
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