As eleições parlamentares e para governador na Venezuela, realizadas recentemente, tiveram uma participação muito baixa de apenas 16% dos eleitores, devido ao boicote da oposição, que não participou por considerar o pleito uma farsa. O governo de Nicolás Maduro declarou vitória, ignorando a abstenção. A eleição ocorreu em um clima de repressão, com muitos líderes opositores detidos. Enquanto isso, Maduro anunciou um novo sistema de votação e reafirmou a reivindicação da soberania sobre a região do Essequibo, que é disputada com a Guiana. A Corte Internacional de Justiça havia pedido que a Venezuela não realizasse as eleições, mas o governo desconsiderou essa solicitação. A situação política no país continua tensa, com a crise econômica e social se agravando.
Eleições na Venezuela: Baixa Participação e Boicote da Oposição
As eleições parlamentares e para governador na Venezuela, realizadas no último domingo, 25, foram marcadas por baixa participação e pelo boicote da oposição. Com a maioria dos partidos opositores ausentes, o regime de Nicolás Maduro declarou vitória, ignorando a abstenção significativa.
A participação foi estimada em 16% dos mais de 21 milhões de eleitores convocados. A oposição, com líderes presos ou no exílio, optou por não participar, alegando que o pleito era uma farsa. Maduro, por sua vez, anunciou um novo sistema de votação e reafirmou sua intenção de reivindicar a soberania sobre a região do Essequibo, disputada com a Guiana.
Repressão e Denúncias de Fraude
A eleição ocorreu em um clima de repressão, com cerca de 70 líderes opositores detidos antes do pleito, acusados de tentativas de sabotagem. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), controlado pelo governo, proclamou uma vitória do chavismo, que já detém 253 dos 277 assentos na Assembleia Nacional.
A líder oposicionista María Corina Machado denunciou a eleição como uma simulação que não conseguiu enganar a população. Em contraste, uma facção menor da oposição, liderada por Henrique Capriles, decidiu participar, argumentando que era melhor ter representação no Parlamento do que abandoná-lo.
Disputa Territorial com a Guiana
A eleição incluiu a escolha de um governador e oito deputados para o recém-criado estado do Essequibo, uma área rica em recursos naturais. Maduro afirmou que a Guiana terá que reconhecer a soberania venezuelana sobre a região, desafiando o presidente guianense Irfaan Ali.
A Corte Internacional de Justiça (CIJ) já havia solicitado que a Venezuela não realizasse os comícios, mas o governo ignorou o pedido. A disputa territorial se intensificou após a descoberta de petróleo pela ExxonMobil na área.
As eleições, que ocorreram sob forte segurança, não registraram incidentes significativos, segundo o ministro da Defesa, Vladimir Padrino. A situação política na Venezuela continua tensa, com a crise econômica e social se agravando, enquanto o chavismo se mantém no poder por mais um ciclo eleitoral.
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