O Ministério Público Federal denunciou três pessoas por envolvimento na compra de uma aeronave para o ex-presidente Fernando Collor, usando dinheiro de corrupção. A denúncia, feita em dezembro de 2024, é parte da Operação Lava Jato, que já havia levado Collor à prisão. Os denunciados são Luis Pereira Eduardo de Amorim, que era próximo a Collor, o advogado Luiz Alberto Spengler e o empresário Ricardo Bueno Salcedo. A aeronave custou R$ 3 milhões e foi comprada com recursos ilícitos. Salcedo é acusado de ter pago R$ 1,1 milhão a Collor em 2015 para obter favores políticos, além de ter feito outros pagamentos que totalizam R$ 5 milhões. Spengler ajudou a esconder a origem do dinheiro, alegando que recebeu R$ 1,1 milhão por consultoria e transferiu R$ 399.455,31 para a compra da aeronave. O MPF não encontrou provas que confirmassem as versões de Spengler e Amorim. Um motorista que fez saques de mais de R$ 5 milhões não foi denunciado por falta de provas. As investigações continuam, e os denunciados não responderam à imprensa.
O Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal denunciou três indivíduos envolvidos na compra de uma aeronave para o ex-presidente Fernando Collor, utilizando recursos oriundos de corrupção. A denúncia, apresentada em dezembro de 2024, é um desdobramento da Operação Lava Jato, que já havia resultado na prisão e condenação de Collor pelo STF.
Os denunciados são Luis Pereira Eduardo de Amorim, considerado “agente de confiança de Collor”, o advogado Luiz Alberto Spengler e o empresário Ricardo Bueno Salcedo. Todos estão implicados em um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção. Collor não foi denunciado neste caso devido à extinção da punibilidade, uma vez que ele possui mais de 70 anos.
Detalhes da Denúncia
A investigação revelou que a aeronave, avaliada em R$ 3 milhões, foi adquirida com recursos ilícitos. O MPF identificou um esquema complexo de transferências financeiras entre pessoas físicas e jurídicas, coordenadas por Amorim. Salcedo é acusado de pagar R$ 1,1 milhão a Collor em 2015, em troca de influência política para a concessão de licença no Ibama para um projeto portuário.
Entre junho de 2014 e dezembro de 2015, Salcedo teria pago R$ 5 milhões a Collor com o mesmo objetivo. O advogado Spengler, por sua vez, teria ajudado a ocultar a origem dos recursos, alegando ter recebido R$ 1,1 milhão por consultoria. A investigação também apontou que ele transferiu R$ 399.455,31 para quitar uma parcela da aeronave.
Implicações e Investigações
O MPF destacou que não foram apresentados documentos que confirmassem a versão de Spengler e Amorim sobre a origem dos valores. Além disso, um motorista, que fez saques totalizando R$ 5.247.260, não foi denunciado por falta de elementos que comprovassem sua responsabilidade penal. O empresário João Carlos Ribeiro, que também teve sua punibilidade extinta, estava envolvido nas transações.
As investigações continuam, e o MPF busca esclarecer todos os desdobramentos do caso. Os três denunciados não responderam aos contatos da imprensa.
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