Os moradores do bairro Genebra, em Sorocaba (SP), estão preocupados com a instalação de um pedágio no sistema “free flow” na rodovia Raposo Tavares, que deve começar em abril de 2026. O governo do estado garante que os residentes não pagarão tarifas para entrar ou sair do bairro, mas ainda não explicou como isso funcionará. O pedágio será colocado no km 86 da rodovia, que é o único acesso ao centro da cidade. O bairro, que tem uma população de perfil humilde, já enfrenta problemas como transporte público ruim e serviços básicos insuficientes. Moradores como Vivian Munhoz, que precisa levar os filhos a terapias e à escola, temem que a cobrança de pedágio aumente seus gastos mensais. Comerciantes locais também estão preocupados, pois os custos do pedágio podem ser repassados aos preços dos produtos, tornando a vida mais cara. A prefeitura de Sorocaba disse que a instalação do pedágio é responsabilidade do governo estadual, mas está disposta a ajudar a melhorar a qualidade de vida no bairro. O sistema “free flow” permitirá que os motoristas passem sem parar, usando tecnologia de leitura de placas, e o pagamento será feito por meio de tag eletrônica ou aplicativo. A instalação do pedágio depende de melhorias na infraestrutura da rodovia e serviços adicionais, mas os moradores ainda aguardam mais informações sobre como tudo será implementado.
Os moradores do bairro Genebra, em Sorocaba (SP), estão preocupados com a instalação de um pedágio no sistema “free flow” na rodovia Raposo Tavares, prevista para iniciar em abril de 2026. O governo estadual assegura que os residentes não pagarão tarifas para acessar ou sair do bairro, mas os detalhes ainda não foram esclarecidos.
O pedágio será instalado no km 86 da rodovia, único acesso ao centro da cidade. O bairro, que possui uma população de perfil humilde, enfrenta problemas de infraestrutura, como transporte público precário e serviços básicos insuficientes. A autônoma Vivian Munhoz, 40, destaca que a cobrança pode comprometer a renda familiar, já que precisa levar seus filhos a terapias e à escola. “Um pedágio mínimo pode significar um gasto extra de pelo menos R$ 100”, afirma.
Além disso, pequenos comércios locais podem ser afetados. Cleiton Aparecido Alves, comerciante, alerta que os custos adicionais do pedágio serão repassados aos produtos, encarecendo a vida dos moradores. Maria Zenilda Cardoso, que realiza entregas e serviços de saúde, também expressa preocupação com o impacto financeiro em seu orçamento familiar.
Infraestrutura e Responsabilidades
O bairro Genebra é legalizado e fica na divisa entre Sorocaba e Alumínio. Para acessar Alumínio, os moradores enfrentam uma rota mais longa e em pior estado. A prefeitura de Sorocaba informou que a responsabilidade pela instalação do pedágio é do governo estadual, mas está disposta a colaborar para melhorar a qualidade de vida local. A prefeitura de Alumínio não respondeu até o fechamento desta matéria.
O governo do estado, por meio da Artesp, reiterou que os moradores não pagarão tarifas para acessar o bairro. O sistema “free flow” permite que os motoristas passem sem parar, utilizando tecnologia de leitura de placas. O pagamento pode ser feito via tag eletrônica ou aplicativo, com penalidades para quem não cumprir.
A instalação do pedágio está condicionada a investimentos em infraestrutura, incluindo melhorias na rodovia e serviços adicionais. A situação continua a gerar apreensão entre os moradores, que aguardam mais informações sobre como a cobrança será implementada.
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