A Anafitra, que representa os auditores-fiscais do trabalho, criticou as declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a fiscalização de propriedades de estrangeiros. Durante uma entrevista, Bolsonaro disse que uma “fazenda de chinês” não seria fiscalizada, insinuando que os auditores não fariam seu trabalho corretamente. A associação considerou essas afirmações graves e que podem prejudicar a imagem dos auditores. Eles ressaltaram que a fiscalização é importante para garantir condições de trabalho seguras e combater práticas ilegais, como o trabalho escravo e infantil. Além disso, Bolsonaro comentou que durante seu governo ele dificultou a venda de terras para estrangeiros, afirmando que isso impediu a China de comprar terras no Brasil.
A Associação Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Anafitra) manifestou repúdio às declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a fiscalização de auditores fiscais. Durante uma entrevista ao UOL, realizada no dia 14 de maio, Bolsonaro insinuou que propriedades de estrangeiros, como uma “fazenda de chinês”, não seriam fiscalizadas adequadamente.
O ex-presidente afirmou que a produtividade de uma fazenda de um chinês seria superior à de um brasileiro, alegando que “o chinês aqui dentro não tem carga horária” e que a fiscalização seria comprometida. A Anafitra considerou essas afirmações como “graves ilações” que podem prejudicar a função dos auditores fiscais. A associação destacou que a Inspeção Federal do Trabalho desempenha um papel essencial na proteção dos direitos dos trabalhadores.
Em seu comunicado, a Anafitra ressaltou que os auditores atuam de forma preventiva, inspecionando ambientes de trabalho que apresentam riscos. Além disso, mencionou o combate ao trabalho análogo ao escravo e ao trabalho infantil como parte das políticas públicas desenvolvidas por esses profissionais, reconhecidas internacionalmente.
Bolsonaro também comentou sobre sua atuação em relação à China durante seu governo, afirmando que “atrapalhou a China no Brasil” ao impedir a venda de terras para estrangeiros. Ele argumentou que, se esse projeto de lei tivesse sido aprovado, a China poderia acabar comprando terras no Brasil.
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