A Associação Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho, conhecida como Anafitra, criticou as declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a fiscalização do trabalho no Brasil. Em uma entrevista, Bolsonaro sugeriu que fazendas de proprietários chineses não seriam fiscalizadas, insinuando que os auditores fiscais poderiam estar agindo de forma ilegal. Ele também afirmou que a produtividade dessas fazendas seria maior do que a dos brasileiros e que a fiscalização não seria a mesma. A Anafitra considerou essas afirmações graves e prejudiciais ao trabalho dos auditores, que são fundamentais para proteger os direitos dos trabalhadores e combater abusos, como o trabalho escravo e infantil. Além disso, Bolsonaro comentou que sua gestão impediu a venda de terras para estrangeiros, o que, segundo ele, ajudou a proteger a soberania do Brasil.
A Associação Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Anafitra) manifestou repúdio às declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a fiscalização do trabalho no Brasil. Durante uma entrevista ao UOL, realizada no dia 14, Bolsonaro insinuou que fazendas de proprietários chineses não seriam fiscalizadas, sugerindo práticas ilegais por parte dos auditores fiscais.
O ex-presidente afirmou que a produtividade de uma “fazenda de chinês” seria superior à de um brasileiro, alegando que a fiscalização não ocorreria da mesma forma. A Anafitra considerou essas declarações como “ilação grave”, que visam comprometer a função dos auditores-fiscais. Em comunicado, a associação destacou a importância da Inspeção Federal do Trabalho como uma instituição essencial para a proteção dos direitos dos trabalhadores.
Os auditores-fiscais desempenham um papel crucial na prevenção de abusos, inspecionando ambientes de trabalho que apresentam riscos. A Anafitra também ressaltou seu compromisso no combate ao trabalho análogo ao escravo e ao trabalho infantil, reconhecido internacionalmente como um modelo a ser seguido por outras nações.
Além disso, Bolsonaro comentou sobre sua gestão, afirmando que “atrapalhou a China no Brasil” ao impedir a venda de terras para estrangeiros. Ele enfatizou que, se essa proposta tivesse sido aprovada, a China poderia ter adquirido terras no Brasil, o que, segundo ele, representaria uma ameaça à soberania nacional.
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