Blanca Serra, uma ativista antifranquista, foi perseguida pela polícia durante o regime de Franco e se refugiou na França. Em 1977, após retornar a Barcelona, foi detida em sua casa e levada para a comissaria, onde sofreu torturas. Recentemente, ela testemunhou sobre essas experiências à Fiscalía, que investiga abusos sob a lei de memória democrática. Blanca, agora com 81 anos, relembra os momentos de dor e humilhação que viveu, incluindo agressões físicas e psicológicas. Ela deseja que os arquivos policiais sejam abertos para que a verdade sobre os abusos seja conhecida. A lei de memória democrática, aprovada em 2022, permite que casos de tortura ocorridos entre 1936 e 1978 sejam investigados, e o relato de Blanca se encaixa nesse período.
Blanca Serra, ativista antifranquista, prestou depoimento à Fiscalía sobre suas experiências de tortura durante o regime de Franco. A declaração ocorreu em uma investigação histórica, amparada pela lei de memória democrática, que busca esclarecer abusos do passado.
Serra, que foi perseguida pela brigada político-social, se refugiou na França após receber um aviso de um amigo sobre sua prisão iminente. Em 1977, após retornar a Barcelona, foi detida em sua casa e levada à comissária da Via Laietana, onde sofreu torturas. “Destroçaram o sistema elétrico e levaram documentos da minha irmã”, relatou.
A ativista, agora com 81 anos, relembra os horrores vividos, incluindo agressões físicas e humilhações. “Pedir um advogado resultou em um soco que me fez cair”, afirmou. A investigação atual é a primeira do tipo na Espanha e busca abrir arquivos policiais que podem conter informações sobre as violações de direitos humanos.
Serra participou ativamente da luta antifranquista, engajando-se em movimentos estudantis e culturais. A lei de memória democrática, aprovada em 2022, permite que vítimas como ela busquem justiça e reparação. “Desejo que os arquivos sejam abertos para que a verdade venha à tona”, destacou.
A organização Irídia, que apoia vítimas de abusos, está colaborando na investigação. O advogado Brian Ventura mencionou que muitos documentos podem ter sido destruídos. A luta de Blanca Serra por justiça continua, com a esperança de que suas experiências ajudem a evitar que tais abusos se repitam.
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