Jair Bolsonaro está se envolvendo na política do Rio de Janeiro ao apoiar Rodrigo Bacellar para suceder Cláudio Castro. Ele condicionou seu apoio à ausência de problemas com Bacellar e à escolha do vice, que ele indicou como Renato Araújo. No entanto, essa escolha não é aceita por todos, como o pastor Silas Malafaia, que prefere apoiar Washington Reis, que está inelegível. A situação está causando divisões na direita, com membros do PL fluminense, incluindo Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro, apoiando Bacellar, enquanto outros deputados próximos a Bolsonaro já disseram que não vão apoiar sua candidatura. A escolha de Araújo como vice pode ser uma tentativa de unir os bolsonaristas. A aliança entre União Brasil e PL é vista como importante para fortalecer a direita no estado, mas a escolha do vice ainda está sendo discutida.
Jair Bolsonaro intensificou sua atuação na política do Rio de Janeiro ao apoiar a candidatura de Rodrigo Bacellar (União Brasil) para suceder Cláudio Castro no governo estadual. Durante uma videochamada na última sexta-feira (23), o ex-presidente condicionou seu apoio a dois fatores: a ausência de fatos desabonadores sobre Bacellar e a escolha do vice, que ele indicou como Renato Araújo.
A escolha de Bacellar, no entanto, não é unânime entre os aliados de Bolsonaro. O pastor Silas Malafaia, por exemplo, manifestou resistência e afirmou que não se comprometerá com Bacellar caso ele seja o candidato contra Eduardo Paes (PSD) em 2026. Malafaia defende o apoio a Washington Reis (MDB), que atualmente enfrenta inelegibilidade.
A articulação de Bolsonaro busca consolidar uma frente unida na direita, mas enfrenta divisões internas. O PL fluminense, por exemplo, está dividido após a decisão de líderes como o senador Flávio Bolsonaro e o governador Cláudio Castro de apoiar Bacellar, uma escolha que desagrada parte da bancada estadual. Deputados federais próximos a Bolsonaro já sinalizaram que não farão campanha para Bacellar, caso ele se torne o candidato oficial.
A situação é complexa, pois a escolha de Araújo como vice pode ser uma tentativa de apaziguar os ânimos entre os bolsonaristas. Araújo, que já se candidatou à prefeitura de Angra dos Reis, é um aliado próximo de Bolsonaro, reforçando a relação entre eles. A articulação não visa apenas a eleição de 2024, mas também enfraquecer as chances de Eduardo Paes, que é visto como um forte concorrente.
A aliança entre União Brasil e PL é considerada crucial para a formação de uma frente ampla de direita no estado. Enquanto isso, a escolha do vice ainda está em discussão, e outras opções estão sendo avaliadas. A estratégia de Bacellar é comparada a movimentos políticos anteriores, onde candidatos foram preparados para garantir continuidade no poder.
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