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Comandante da Marinha nega ordens de golpe e critica ausência de ex-chefe Garnier

Comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, desconhece motivos da ausência de Almir Garnier na cerimônia de passagem de cargo.

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O comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, afirmou que não sabe por que o ex-comandante Almir Garnier não compareceu à cerimônia de passagem de cargo em janeiro de 2023, algo inédito na história da Marinha. Ele negou que Garnier tenha dado ordens para usar tropas em uma tentativa de golpe e reafirmou que não houve mobilização de blindados. Durante uma audiência no Supremo Tribunal Federal, Olsen disse que não recebeu nenhuma determinação de Garnier para impedir a posse do novo presidente ou realizar um golpe de Estado. A ausência de Garnier foi criticada por oficiais de outras forças armadas, e o presidente Lula não esteve presente, sendo representado pelo ministro da Defesa. Olsen também reiterou que a Marinha não planejou ou mobilizou veículos blindados para ações que pudessem ameaçar a democracia.

BRASÍLIA – O comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, afirmou desconhecer os motivos da ausência do ex-comandante Almir Garnier na cerimônia de passagem de cargo, ocorrida em 5 de janeiro de 2023. Essa ausência foi considerada inédita na história da instituição.

Olsen negou ter recebido ordens de Garnier para mobilizar tropas em uma suposta tentativa de golpe. “Não recebi qualquer determinação nesse sentido”, declarou, em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF). A cerimônia de transferência de cargo ocorreu logo após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante a audiência, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Alexandre de Moraes enfatizaram a importância da ausência de Garnier. Moraes destacou que “Nessa cerimônia o Garnier não compareceu, rompendo uma tradição”. A ausência foi criticada por oficiais-generais do Exército e da Força Aérea.

Olsen também reafirmou a nota da Marinha, publicada em novembro de 2024, que desmentiu a mobilização de blindados para um golpe de Estado. “Em nenhum momento houve ordem, planejamento ou mobilização de veículos blindados para ações que tentassem abolir o Estado Democrático de Direito”, afirmou.

Além de Olsen, foram ouvidos na audiência o senador Hamilton Mourão e o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo. Mourão negou conhecimento sobre qualquer reunião que planejasse um golpe e atribuiu a desordem em Brasília, em 8 de janeiro, ao governo Lula.

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