A Espanha ainda tem muitos monumentos e símbolos que celebram o regime de Francisco Franco, mesmo após sua morte em 1975. Existem mais de 6.000 símbolos franquistas, como estátuas e ruas, que geram controvérsia. Desde 2007, com a lei de “memória histórica”, o governo tenta remover esses símbolos, e em 2019, os restos de Franco foram exumados do ‘Vale de los Caídos’. Em 2022, uma nova lei de “memória democrática” foi aprovada, criando um registro de vítimas do regime e pressionando municípios a eliminar símbolos franquistas. Algumas mudanças já ocorreram, como a remoção de cruzes na Galícia e a troca de nomes de ruas em Santander. No entanto, a iniciativa enfrenta resistência, especialmente de nostálgicos de Franco e alguns historiadores, que acreditam que a história deve ser apresentada de forma didática, em vez de apagada.
Cinquenta anos após a morte de Francisco Franco, a Espanha ainda abriga mais de 6.000 símbolos que exaltam o regime franquista. Monumentos, estátuas e até estabelecimentos comerciais que homenageiam o ditador permanecem em várias cidades, gerando controvérsia. Eduardo España, cocriador do site “Deveria desaparecer”, destaca que essa situação é inaceitável em um Estado democrático.
O ‘Arco de la Victoria’, em Madri, e o mausoléu do ‘Vale de los Caídos’ são exemplos emblemáticos. Construído na década de 1950, o arco celebra a vitória franquista na Guerra Civil (1936-1939) e é ignorado por muitos visitantes. España afirma que esses monumentos mantêm uma “ferida muito aberta” na sociedade espanhola.
Desde 2007, com a lei de “memória histórica”, o governo tenta remover símbolos da ditadura. A iniciativa ganhou força em 2018, quando o governo de Pedro Sánchez exumou os restos de Franco do ‘Vale de los Caídos’. Em 2022, uma nova lei de “memória democrática” foi aprovada, criando um registro de vítimas e pressionando municípios a eliminar símbolos franquistas.
Apesar dos avanços, a resistência persiste. Nostálgicos do regime, como Chen Xianwei, proprietário de um bar em Madri, defendem a permanência dos símbolos. Ele considera a lei de memória democrática uma “manipulação da história”. Alguns historiadores também criticam a remoção, defendendo uma abordagem didática para entender o passado.
Eduardo España acredita que a história deve ser ensinada nas escolas, não em espaços públicos. A luta pela remoção dos símbolos franquistas continua, refletindo a complexidade da memória histórica na Espanha contemporânea.
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