O INSS está passando por uma crise devido a fraudes em benefícios, e nesta segunda-feira, representantes de aposentados e pensionistas foram removidos do CNPS, o conselho que define as diretrizes da Previdência Social. Essa decisão foi tomada pelo Ministério da Previdência Social para proteger a imagem do conselho enquanto investigações estão em andamento. Os conselheiros afastados pertencem a entidades que estão sendo investigadas. A Polícia Federal está conduzindo a operação Sem Desconto para apurar irregularidades na concessão de benefícios. Durante uma reunião do CNPS marcada para terça-feira, os presidentes do INSS e da Dataprev devem apresentar informações sobre as fraudes e a devolução de valores descontados indevidamente. A destituição gerou críticas de conselheiros, incluindo a advogada Tonia Galleti, que a considerou arbitrária. Outras entidades também se manifestaram contra a decisão, chamando-a de ilegal. A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura decidiu se afastar até que as investigações sejam concluídas. A situação continua a se desenvolver com novas informações surgindo.
A crise no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) se intensifica nesta segunda-feira (26) com a destituição de representantes de aposentados e pensionistas do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social). A medida, anunciada pelo Ministério da Previdência Social, ocorre em meio a investigações sobre fraudes em descontos de benefícios.
Os conselheiros afastados ocupam assentos no CNPS em nome de entidades que estão sendo formalmente investigadas. O CNPS é responsável por definir diretrizes da Previdência Social e é composto por representantes do governo, trabalhadores e aposentados. A decisão foi comunicada pelo secretário-executivo do ministério, Adroaldo da Cunha Portal, que justificou a ação como uma forma de proteger a imagem do conselho.
A operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, investiga irregularidades na concessão de benefícios previdenciários. Durante a reunião do CNPS, marcada para terça-feira (27), os presidentes do INSS, Gilberto Waller Junior, e da Dataprev, Rodrigo Assumpção, devem apresentar informes sobre a apuração das fraudes e a restituição de valores indevidamente descontados.
A destituição gerou reações entre os conselheiros. A advogada Tonia Galleti, que representaria o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), criticou a medida como arbitrária. O Sindnapi está entre as entidades investigadas, mas afirma priorizar a transparência no processo de associação.
Representantes de outras entidades, como o Sintapi (Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas e Idosos) e a COBAP (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas), também se manifestaram contra a decisão, considerando-a ilegal e antidemocrática. O Sintapi, que não está na lista de investigados, defendeu que sua destituição é resultado da inércia de terceiros.
A Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) optou por se afastar até a conclusão das investigações, reafirmando sua ética e conformidade com as normas legais. A situação continua a se desenrolar, com as investigações em andamento e a expectativa de novos desdobramentos.
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