Uma jornalista do Zero Hora foi condenada a pagar R$ 600 mil por danos morais após publicar os salários da desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira. A Abraji, associação de jornalistas, expressou preocupação com a decisão, afirmando que as informações eram públicas e verdadeiras. A sentença reconheceu que autoridades públicas devem ser fiscalizadas, mas a condenação pode ameaçar a liberdade de imprensa. Um relatório da Fenaj mostrou um aumento de 120% nos casos de censura judicial, passando de 5 em 2023 para 11 em 2024. A Abraji se solidarizou com a jornalista e pediu que a decisão seja revista para proteger a liberdade de imprensa.
Uma jornalista do Zero Hora foi condenada a pagar R$ 600 mil em danos morais após divulgar os salários da desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A decisão gerou polêmica sobre a liberdade de imprensa e o direito à informação.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) manifestou preocupação com a condenação da colunista Rosane Oliveira. Em nota, a Abraji ressaltou que os dados publicados são “públicos e verdadeiros”, conforme reconhecido pela própria sentença. A associação destacou que “uma autoridade pública pode e deve ser escrutinada”, enfatizando que a decisão judicial compromete a liberdade de imprensa.
Um relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) revelou um aumento de 120% nos casos de censura judicial, passando de cinco em 2023 para onze em 2024. A Abraji expressou solidariedade à jornalista e à equipe do Zero Hora, unindo-se a organizações que defendem a liberdade de imprensa e o acesso a dados públicos. A associação pediu que a decisão seja revista para restaurar os preceitos constitucionais relacionados à liberdade de informação.
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