O comandante da Marinha do Brasil, Marcos Sampaio Olsen, disse que não sabe por que o ex-comandante Almir Garnier não compareceu à cerimônia de passagem de cargo. Durante uma audiência no Supremo Tribunal Federal, Olsen negou que tenha dado ordens para usar tropas em um golpe de Estado, desmentindo rumores sobre a mobilização de blindados. Ele afirmou que não recebeu instruções de Garnier para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ausência de Garnier na cerimônia em 5 de janeiro de 2023 foi considerada inédita. O ex-comandante da Aeronáutica, Carlos Almeida Baptista Júnior, mencionou que Garnier teria oferecido tropas a Jair Bolsonaro para um possível golpe, mas Olsen disse que soube disso apenas pela imprensa. O ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ressaltaram a importância da ausência de Garnier. A Marinha já havia negado, em uma nota, qualquer mobilização de veículos blindados para ameaçar o Estado Democrático. Na audiência, também foram ouvidos o senador Hamilton Mourão e o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo, com Mourão afirmando não ter conhecimento de tentativas de golpe e atribuindo a desordem em Brasília, ocorrida em 8 de janeiro, ao governo Lula. A audiência teve momentos tensos, com Moraes ameaçando prender Rebelo após críticas à “censura”.
BRASÍLIA – O comandante da Marinha do Brasil, Marcos Sampaio Olsen, declarou não saber os motivos da ausência do ex-comandante Almir Garnier na cerimônia de passagem de cargo. Durante audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 23, Olsen reafirmou que não houve ordens para o uso de tropas em um golpe de Estado, desmentindo rumores sobre a mobilização de blindados.
Olsen afirmou que não recebeu qualquer determinação de Garnier para empregar tropas com o intuito de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ausência de Garnier na cerimônia, ocorrida em 5 de janeiro de 2023, foi um fato inédito na história da Marinha. “Desconheço as razões” para sua falta, disse Olsen, que foi questionado sobre o assunto pela defesa de Garnier.
Polêmica e Investigações
O ex-comandante da Aeronáutica, Carlos Almeida Baptista Júnior, relatou ao STF que Garnier teria oferecido tropas a Jair Bolsonaro para um possível golpe após as eleições. Olsen, no entanto, afirmou que tomou conhecimento dessas reuniões apenas pela imprensa. O ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacaram a importância da ausência de Garnier na cerimônia.
A Marinha já havia publicado uma nota em novembro de 2024, negando qualquer mobilização de veículos blindados para ações que pudessem ameaçar o Estado Democrático de Direito. “Em nenhum momento houve ordem, planejamento ou mobilização de veículos blindados”, reiterou Olsen.
Audiência e Testemunhas
Além de Olsen, também foram ouvidos na audiência o senador Hamilton Mourão e o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo. Mourão disse não ter conhecimento de qualquer tentativa de golpe e atribuiu a desordem em Brasília, ocorrida em 8 de janeiro, ao governo Lula. A audiência foi marcada por tensões, com Moraes ameaçando prender Rebelo após este criticar a “censura”.
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