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Ministério do Trabalho destina R$ 15,8 milhões para ONG ligada a sindicato em projeto yanomami

Ministério do Trabalho contrata ONG para retirar lixo da terra yanomami com contrato de R$ 15,8 milhões; atividades começam no segundo semestre.

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O Ministério do Trabalho contratou a ONG Unisol, ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, para retirar lixo da terra indígena yanomami em Roraima, com um contrato de R$ 15,8 milhões. Esse valor é o segundo maior para políticas indígenas em 2024. O convênio foi assinado em dezembro, mas as atividades só começarão no segundo semestre, após um planejamento técnico. A Unisol, que funciona em um espaço pequeno no sindicato, usará o dinheiro para subcontratar serviços de limpeza e assessoria. O governo afirma que a ação é necessária para lidar com resíduos gerados por cestas básicas doadas aos indígenas. Dez ONGs participaram da seleção, e a Unisol foi uma das duas escolhidas. O pagamento foi feito em parcela única, mas outras entidades não receberam o valor total. Embora o dinheiro já esteja disponível, as atividades em campo ainda não começaram, pois o ministério está realizando reuniões e estudos técnicos. A ONG se compromete a promover ações de educação ambiental e a garantir a destinação adequada de resíduos em dez bases yanomami.

BRASÍLIA – O Ministério do Trabalho firmou um convênio de R$ 15,8 milhões com a ONG Unisol, vinculada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, para a retirada de lixo na terra indígena yanomami, em Roraima. O contrato, assinado em dezembro de 2024, é o segundo maior para políticas indígenas no ano.

As atividades de limpeza devem iniciar no segundo semestre de 2025, após um planejamento técnico. O convênio foi estabelecido pela Secretaria de Economia Popular e Solidária, sob a direção de Gilberto Carvalho, ex-ministro e conselheiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Unisol, que opera em um espaço de 40 m² no subsolo do sindicato, é presidida por Arildo Mota Lopes, ex-diretor do sindicato. O contrato com a ONG é o segundo maior em 2024, atrás apenas de um repasse de R$ 64,2 milhões a uma empresa de serviços aéreos. O governo destinou R$ 254 milhões para a gestão de políticas para povos indígenas no ano anterior.

Os recursos foram integralmente transferidos à Unisol em 31 de dezembro de 2024, três dias após a assinatura do acordo. A ONG deverá subcontratar serviços de limpeza, contábeis e jurídicos, além de coordenadores. O edital que resultou na contratação foi lançado em novembro e visava capacitar catadores de materiais recicláveis e promover ações de educação ambiental.

Dez ONGs participaram do processo seletivo, com metade desclassificada por não apresentar planos de trabalho adequados. A Unisol e a CEA (Centro de Estudos e Assessoria) foram selecionadas, com a última recebendo R$ 4,2 milhões. A seleção foi feita por uma comissão do ministério, que avaliou os projetos apresentados.

O termo de fomento com a Unisol prevê a liberação do recurso em parcela única, alinhada às metas da parceria. O governo justificou o pagamento antecipado como uma medida de urgência para atender à crise humanitária na terra yanomami. Apesar do repasse, as atividades em campo só devem começar após reuniões de planejamento técnico e estudos que estão em andamento.

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