O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, decidiu afastar representantes de entidades sindicais que estão sendo investigados por fraudes no INSS. Essa ação faz parte de uma reestruturação do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) e busca melhorar o controle social e a gestão previdenciária. Os conselheiros afastados estão sendo investigados pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. A nova formação do CNPS incluirá membros de diferentes ministérios e da estatal Dataprev. As reuniões do conselho agora serão gravadas em vídeo para melhor aproveitamento das propostas. No entanto, a decisão gerou críticas de centrais sindicais, que consideraram a medida autoritária e afirmaram que a falta de notificação formal e de um ato normativo é um ataque à democracia. As centrais defendem a participação dos trabalhadores na gestão da Previdência como um direito histórico e rejeitam a criminalização do movimento sindical. O ministério informou que enviou ofício para substituir as entidades afastadas e que novas reuniões ocorrerão apenas com a presença de todos os representantes da sociedade civil.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou o afastamento de representantes de entidades sindicais investigadas por fraudes no INSS, durante uma reestruturação do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). A medida, considerada autoritária por centrais sindicais, visa fortalecer o controle social e a gestão previdenciária.
Os conselheiros afastados foram citados em investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU). A nova composição do CNPS incluirá membros da Casa Civil, dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, além da estatal Dataprev. O objetivo é que o conselho reflita a totalidade do governo, conforme afirmou Queiroz.
As reuniões do CNPS passarão a ser gravadas em vídeo, permitindo um melhor aproveitamento de propostas e críticas. O ministério destacou que a suspensão dos conselheiros investigados não é um pré-julgamento, mas uma forma de garantir que eles possam se defender adequadamente.
Entretanto, a decisão gerou forte reação das centrais sindicais, que a classificaram como “inaceitável”. Em nota, presidentes de entidades como CUT e Força Sindical criticaram a falta de notificação formal e a ausência de um ato normativo. Eles afirmaram que a medida atenta contra a democracia e os direitos sociais.
As centrais defendem que a participação dos trabalhadores na gestão da Previdência é uma conquista histórica e que a criminalização do movimento sindical é inaceitável. O ministério, por sua vez, informou que enviou ofício para a substituição das entidades afastadas e que novas reuniões ocorrerão apenas com a presença de todos os representantes da sociedade civil.
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