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Policial é denunciado por acessar dados sigilosos de familiares de juiz no Rio

Comissário de Polícia é denunciado por acessar dados sigilosos de familiares de juiz que atua em casos de organização criminosa.

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O comissário de Polícia Marcelo de Goes Gomes, que trabalha na Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, foi acusado de acessar dados sigilosos de familiares do juiz Bruno Rulière sem justificativa. No dia 24 de outubro de 2023, ele fez 13 consultas a informações que deveriam ser mantidas em segredo, resultando em uma denúncia do Ministério Público e na aceitação da ação penal pela Justiça. Gomes pode enfrentar uma pena de dois a seis anos de prisão por violação de sigilo funcional. As investigações mostraram que ele pesquisou dados de quatro pessoas ligadas ao juiz, incluindo sua esposa e sogros. O acesso a essas informações é restrito e controlado por senhas individuais. Além disso, Gomes também é suspeito de usar um sistema de monitoramento para obter mais dados sobre os familiares do magistrado. A Corregedoria de Polícia Civil já indiciou Gomes, e um Procedimento Administrativo Disciplinar está em andamento.

O comissário de Polícia Marcelo de Goes Gomes foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) após acessar dados sigilosos de familiares do juiz Bruno Rulière. O acesso indevido ocorreu em 24 de outubro de 2023, quando Gomes realizou treze consultas não justificadas em um sistema restrito.

As investigações da Corregedoria de Polícia Civil revelaram que Gomes, lotado na Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, acessou informações de quatro familiares do magistrado, incluindo sua esposa e sogros. O juiz substituto Tiago Fernandes de Barros, da 36ª Vara Criminal, aceitou a denúncia, que pode resultar em pena de dois a seis anos de prisão, além de multa.

Detalhes da Investigação

O promotor Alexandre Murilo Graça destacou que as consultas foram feitas de forma injustificável e em sequência. Gomes utilizou seu acesso restrito para realizar pesquisas aprofundadas, sendo que, em algumas ocasiões, buscou dados apenas da sogra de Rulière. Além disso, ele é suspeito de utilizar o sistema Cortex, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para monitorar os familiares do juiz.

A senha do Portal de Segurança é individual e intransferível, permitindo acesso a informações sensíveis. Gomes, de cinquenta e quatro anos, já havia sido promovido por ato de bravura e trabalhou em diversas unidades da Polícia Civil. A Corregedoria concluiu um inquérito que resultou em seu indiciamento e, com a aceitação da denúncia, foi instaurado um Procedimento Administrativo Disciplinar.

Contexto do Juiz

Bruno Rulière é conhecido por atuar em casos de organização criminosa e suas decisões têm sido fundamentais em processos envolvendo milícias e outros grupos criminosos no Rio de Janeiro. Ele também foi responsável por sentenças em casos de relevância nacional, como os homicídios da vereadora Marielle Franco e seu motorista. A assessoria da Secretaria de Polícia Civil confirmou que Gomes está sendo investigado e que as medidas disciplinares estão em andamento.

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