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Professores rejeitam assumir cargos de diretores afastados pela gestão de Nunes

Professores se recusam a assumir cargos após afastamento de diretores em SP, gerando protestos e questionamentos do MP e da Assembleia Legislativa.

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Três professores de escolas em São Paulo se recusaram a assumir cargos de assistente de direção após o afastamento de 25 diretores pela gestão do prefeito Ricardo Nunes, que ocorreu devido ao baixo desempenho em avaliações como o Ideb. Os diretores afastados foram chamados para um programa de requalificação, mas os professores não sabiam que iriam substituir os diretores, o que levou à recusa. A Secretaria Municipal de Educação afirmou que outros profissionais serão escolhidos para os cargos. A situação gerou protestos de estudantes e sindicatos, com manifestações em algumas escolas e uma moção de repúdio da Faculdade de Educação da USP. O Ministério Público pediu explicações sobre os critérios de afastamento e a deputada estadual Andrea Werner questionou a seleção dos diretores. A Secretaria defendeu a medida como inédita, ressaltando que os diretores afastados estavam há pelo menos quatro anos nas escolas e que a capacitação visa melhorar a gestão e a aprendizagem. A remuneração dos diretores será mantida durante o afastamento.

Ao menos três professores se negaram a assumir cargos de assistente de direção em escolas de São Paulo após o afastamento de 25 diretores pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A decisão ocorreu na sexta-feira, 23 de fevereiro, e foi motivada pelo baixo desempenho em avaliações externas, como o Ideb.

Os diretores afastados foram convocados para um programa de requalificação até o fim do ano letivo, enquanto assistentes de direção seriam designados pelas Diretorias Regionais de Ensino. No entanto, os professores não estavam cientes de que substituiriam os diretores efetivos, levando à recusa em aceitar a nova função. A Secretaria Municipal de Educação afirmou que outros profissionais serão indicados para os cargos.

Mobilizações e Reações

A decisão gerou protestos de estudantes, famílias e sindicatos. Na segunda-feira, 26 de fevereiro, ocorreram manifestações na Emef Espaço de Bitita e na Emef Ibrahim Nobre. A Congregação da Faculdade de Educação da USP também se manifestou, aprovando uma moção de repúdio e destacando a qualidade das escolas afetadas.

O Ministério Público solicitou explicações à Secretaria sobre os critérios de afastamento dos diretores. A promotora Fernanda Peixoto Cassiano pediu informações sobre o direito à defesa dos profissionais afastados. A deputada estadual Andrea Werner (PSB) questionou os critérios utilizados para a seleção dos diretores.

Justificativas da Gestão

A Secretaria Municipal de Educação justificou a ação como uma medida inédita, afirmando que os diretores afastados atuaram por pelo menos quatro anos nas unidades. A seleção foi baseada no desempenho no Ideb e no Idep, indicadores de educação. A capacitação proposta inclui vivências em outras unidades, visando aprimorar a gestão pedagógica e a aprendizagem dos alunos. A remuneração dos diretores será mantida durante o afastamento.

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