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Protestos por moradia bloqueiam avenidas e suspendem rodízio em São Paulo

Protestos por moradia em São Paulo paralisam Marginal Pinheiros e avenida Aricanduva, com intervenção da Polícia Militar e rodízio suspenso.

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Moradores de ocupações em São Paulo realizaram protestos hoje, bloqueando a Marginal Pinheiros e a avenida Aricanduva, o que levou à suspensão temporária do rodízio de veículos. A manifestação na Marginal foi feita por moradores da favela do Areião, que se opõem a pedidos de reintegração de posse que ameaçam 300 famílias. Eles usaram faixas pedindo “luta contra os despejos”. A Prefeitura afirmou que a área é de risco e que os moradores não cumpriram um acordo de auxílio aluguel. Outro grupo protestou na avenida Aricanduva, representando as ocupações Jorge Hereda e Terra Prometida, que somam cerca de 1.100 famílias. A Polícia Militar interveio, usando bombas de efeito moral, e houve interrupções na circulação de trens devido a incêndios nas linhas. O trânsito ficou muito congestionado, com a cidade registrando 400 km de lentidão. As manifestações são parte de uma mobilização maior, com um ato unificado programado para o dia 11 de junho.

Moradores de ocupações em São Paulo realizaram protestos na manhã de hoje, bloqueando a Marginal Pinheiros e a avenida Aricanduva. As manifestações, que visam contestar pedidos de reintegração de posse, resultaram na suspensão temporária do rodízio de veículos na cidade.

Na Marginal Pinheiros, moradores da favela do Areião, localizada no bairro do Jaguaré, ergueram faixas com a mensagem “luta contra os despejos”. Eles afirmam que cerca de 300 famílias estão ameaçadas de remoção. A Luta Popular Nacional declarou que a comunidade, que existe há aproximadamente 30 anos, abriga atualmente 5 mil famílias. A Secretaria Municipal de Habitação informou que a área é considerada de risco devido à proximidade de linhas de transmissão elétrica.

Outro grupo de manifestantes, composto por moradores das ocupações Jorge Hereda e Terra Prometida, bloqueou a avenida Aricanduva. A ocupação Jorge Hereda abriga cerca de 800 famílias, enquanto a Terra Prometida conta com 300 famílias. A Justiça já autorizou a reintegração de posse na ocupação Jorge Hereda, que está em disputa desde 2024.

Intervenção da Polícia

A Polícia Militar interveio nas manifestações, utilizando bombas de efeito moral para dispersar os protestos. A Secretaria de Segurança Pública afirmou que a ação visava garantir a ordem pública e a segurança das equipes de emergência. Durante os protestos, incêndios foram registrados nas linhas de trem, interrompendo a circulação nas linhas 9-Esmeralda e 8-Diamante.

Os bloqueios causaram congestionamentos significativos, com a cidade registrando 400 quilômetros de lentidão no trânsito. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomendou que motoristas evitassem a área e utilizassem rotas alternativas.

As manifestações de hoje são consideradas um “esquenta” para um ato unificado programado para o dia 11 de junho, conforme anunciado pela Luta Popular Nacional. A organização enfatizou a importância da luta por moradia digna, afirmando que “a cidade é nossa e não podemos ser excluídos e removidos como se fôssemos entulho”.

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