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Bolsonaro gera desconforto ao convocar Torres para live sobre urnas eleitorais

Ex-ministro Anderson Torres buscou informações sobre urnas eletrônicas após live de Bolsonaro, revela ex-secretário em depoimento ao STF.

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O ex-secretário de Operações Integradas do Ministério da Justiça, Braulio do Carmo Vieira, disse em depoimento ao Supremo Tribunal Federal que a live de 2021, feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, deixou o ex-ministro da Justiça Anderson Torres desconfortável. Torres, que foi convocado para a transmissão, procurou informações sobre a segurança das urnas eletrônicas porque não tinha conhecimento técnico sobre o tema. Durante a live, Bolsonaro fez acusações sem provas sobre o processo eleitoral. Vieira afirmou que Torres buscou documentos com técnicos da Polícia Federal para apoiar suas declarações, mas ele mesmo não sabia o que estava no documento apresentado na live. Torres é réu em um processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado e foi preso por quatro meses. Ele é investigado pela atuação das forças de segurança durante a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília. A Polícia Federal encontrou em sua casa um rascunho de decreto que pretendia anular as eleições. Na mesma audiência, outros funcionários da Agência Brasileira de Inteligência e da Polícia Federal também foram ouvidos. O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Djairlon Henrique Moura, negou que as blitze no segundo turno das eleições de 2022 tenham atrapalhado o transporte de veículos, embora tenha confirmado operações em ônibus que iam para o Nordeste. O julgamento continua com novos depoimentos, incluindo o ex-ministro da Educação e outros funcionários da Polícia Federal e da Abin.

BRASÍLIA – O ex-secretário de Operações Integradas do Ministério da Justiça, Braulio do Carmo Vieira, testemunhou que a live de 2021, convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, causou desconforto ao ex-ministro da Justiça Anderson Torres. O depoimento foi prestado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 27. Vieira afirmou que Torres, convocado para a transmissão, buscou informações sobre a segurança das urnas eletrônicas devido ao seu “desconhecimento técnico” sobre o assunto.

Durante a live, Bolsonaro fez acusações infundadas contra a lisura do processo eleitoral, sem apresentar provas. Segundo Vieira, Torres procurou técnicos da Polícia Federal para levantar documentos que pudessem embasar suas declarações. O ex-secretário também mencionou que o documento apresentado na live foi elaborado por peritos criminais da PF, mas ele mesmo desconhecia seu conteúdo.

Torres é réu em um processo que investiga a tentativa de golpe de Estado e chegou a ser preso preventivamente por quatro meses. Ele é investigado pela atuação das forças de segurança durante a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília. A PF encontrou em sua residência uma minuta de decreto que visava anular as eleições e instaurar Estado de Defesa no Tribunal Superior Eleitoral.

Depoimentos e Desdobramentos

Na mesma audiência, foram ouvidos funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da PF e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que atuaram durante o governo Bolsonaro. O ex-diretor de operações da PRF, Djairlon Henrique Moura, afirmou que as blitze realizadas no segundo turno das eleições de 2022 não impediram o fluxo de veículos de transporte. Ele negou qualquer direcionamento específico para o Nordeste, embora tenha confirmado operações em ônibus que se deslocavam para a região.

O julgamento prossegue com novos depoimentos, incluindo o ex-ministro da Educação Victor Godoy e outros funcionários da PF e da Abin. A investigação continua a revelar detalhes sobre a atuação de autoridades durante o período eleitoral e os eventos que culminaram nas tentativas de desestabilização do processo democrático.

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